Em nova rodada de reuniões no Palácio da Alvorada, finalizada no início da noite deste domingo, a presidente Dilma Rousseff decidiu elevar de R$ 15 bilhões para até R$ 20 bilhões a meta de reduzir os gastos públicos. Durante as conversas, a equipe econômica chegou a sugerir o congelamento de salários do funcionalismo, mas a ideia, por enquanto, está fora de questão.
Os ministros que compuseram a Junta Orçamentária foram Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil). O encontro, que começou por volta das 15h, também contou com a participação dos secretários da Receita Federal, Jorge Rachid; do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive; e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy. Todos já deixaram o Palácio da Alvorada e ninguém falou com a imprensa.
Agora, as propostas devem ser apresentadas aos presidentes do Senado e da Câmara.
A presidente passou o final de semana em reuniões com 12 ministros para discutir cortes no orçamento e medidas que possam reduzir a previsão de déficit orçamentário para 2016. Contudo, tal medida é vista como pouco factível sem o aumento de tributos.
“Não podemos parar a máquina administrativa. É impossível chegar aos R$ 30 bilhões sem receitas novas”, disse um auxiliar palaciano. Desse modo, a equipe econômica insistirá no reajuste e na recriação de impostos, como a volta da CPMF. (Com informações da Agência Estado).
