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Estado de Minas ORÇAMENTO

Cortes devem chegar a R$ 20 bilhões

Presidente se reuniu no fim de semana com ministros para discutir onde é possível enxugar o orçamento. Propostas devem seguir para presidentes do Senado e da Câmara


postado em 13/09/2015 19:07 / atualizado em 13/09/2015 22:08

Em nova rodada de reuniões no Palácio da Alvorada, finalizada no início da noite deste domingo, a presidente Dilma Rousseff decidiu elevar de R$ 15 bilhões para até R$ 20 bilhões a meta de reduzir os gastos públicos. Durante as conversas, a equipe econômica chegou a sugerir o congelamento de salários do funcionalismo, mas a ideia, por enquanto, está fora de questão.

Os ministros que compuseram a Junta Orçamentária foram Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil). O encontro, que começou por volta das 15h, também contou com a participação dos secretários da Receita Federal, Jorge Rachid; do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive; e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy. Todos já deixaram o Palácio da Alvorada e ninguém falou com a imprensa.

Agora, as propostas devem ser apresentadas aos presidentes do Senado e da Câmara.

Até a noite de sábado, o corte deveria ficar em R$ 15 bilhões. Mas neste domingo, Dilma voltou a se reunir com os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) e ampliou o tamanho dos cortes de despesas para tentar zerar o déficit de R$ 30,5 bilhões previstos no Orçamento de 2016.

A presidente passou o final de semana em reuniões com 12 ministros para discutir cortes no orçamento e medidas que possam reduzir a previsão de déficit orçamentário para 2016. Contudo, tal medida é vista como pouco factível sem o aumento de tributos.

“Não podemos parar a máquina administrativa. É impossível chegar aos R$ 30 bilhões sem receitas novas”, disse um auxiliar palaciano. Desse modo, a equipe econômica insistirá no reajuste e na recriação de impostos, como a volta da CPMF. (Com informações da Agência Estado).


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