A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu nesta quarta-feira a nota brasileira de "BBB-" para "BB+", retirando do país o selo de bom pagador, e mantendo a perspectiva negativa da nota. Com o corte do rating, o país perde o grau de investimento e entra na categoria "junk".
"Os desafios políticos do Brasil continuam a aumentar, pesando sobre a capacidade e a vontade do governo em apresentar um orçamento para 2016 ao Congresso coerente com a correção política significativa sinalizada durante a primeira parte do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff", diz a agência.
No mercado financeiro, a nota de um país é como um certificado dado pelas agências de classificação, que assegura o baixo risco de calotes a investidores. O grau de investimento é um selo de qualidade, que garante aos investidores menor risco. A partir da nota de risco dada ao país, os investidores avaliam as possibilidades de ganhos e os riscos de perdas em relação ao capital investido com a instabilidade econômica local.
O rebaixamento da nota do Brasil pela S&P ocorre pouco mais de um mês depois de a agência ter revisado a perspectiva do rating do país de estável para negativo. No comunicado do mês passado, a agência havia dito que o Brasil enfrenta desafios políticos e circunstâncias econômicas, apesar das mudanças feitas pela presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato.
De acordo com as outras duas principais agênciasde classificação de risco, Fitch e Moody's, o país ainda mantém o grau de investimento. Para a Moody's, o rating do Brasil é Baa2, com perspectiva negativa, dois degraus acima do grau especulativo. Para a Fitch, o rating do Brasil é BBB, com perspectiva negativa, e também dois degraus acima do grau especulativo.
Com agências
