As ações de bancos dispararam ontem e levaram a Bolsa brasileira à maior alta diária em oito meses. O avanço ocorreu após comissão do Congresso aprovar alíquota menor de tributo que incide sobre o lucro das instituições financeiras. No mercado cambial, o dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, fechou em leve queda de 0,19%, para R$ 3,601. O dólar à vista, referência no mercado financeiro e que fecha mais cedo, subiu 2,06%, para R$ 3,640 – maior patamar desde 14 de fevereiro de 2003, quando encerrou cotado a R$ 3,668. Corrigido, esse valor equivaleria a R$ 5,83. Na máxima, ambos atingiram R$ 3,65.
O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, fechou em alta de 3,35%, para 46.038 pontos. Foi a maior variação positiva diária desde 17 de dezembro do ano passado, quando a Bolsa subiu 3,63%. A valorização da Bolsa acompanhou os mercados americanos e também ocorreu após decisão da comissão mista no Congresso responsável pela análise prévia da medida provisória 675, que eleva a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) de instituições financeiras. A comissão estabeleceu a alíquota do imposto em 20% até 1º de janeiro de 2019, quando volta a vigorar o percentual de 15%. A decisão representa um alívio para os bancos, pois a proposta inicial era de aumento da alíquota para 23%. A medida provisória segue ao plenário da Câmara dos Deputados e depois, ao do Senado.
Os papéis de bancos dispararam com a notícia. As ações do Itaú Unibanco avançaram 6,04%, para R$ 27,37, enquanto os papéis preferenciais do Bradesco subiram 4,92%, para R$ 24,04. As ações do Banco do Brasil tiveram alta de 4,92%, para R$ 18,57. Ações de siderúrgicas, bastante penalizadas nos últimos pregões por causa das dúvidas sobre a economia chinesa, também fecharam em forte alta. Os papéis da CSN subiram 12,95%, enquanto as ações preferenciais da Usiminas subiram 7,84% e os papéis da Gerdau avançaram 6,56%. As ações da mineradora Vale fecharam no azul após três dias seguidos de queda. Os papéis preferenciais subiram 2,93%, para R$ 12,63, e os ordinários avançaram 3,58%, para R$ 15,90.
Petrobras vai captar R$ 3 bi
Os papéis da Petrobras também fecharam em alta pelo segundo dia seguido. As ações preferenciais subiram 2,66%, para R$ 8,11, e as ordinárias avançaram 2,82%, para R$ 9,13. A alta mostra que o mercado aprovou a iniciativa da empresa de buscar recursos no mercado. Petrobras informou que submeteu à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) pedido de análise prévia de registro de oferta de distribuição pública de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até 3 séries, no valor de R$ 3 bilhões.
O valor poderá ser aumentado em função do exercício de eventual distribuição de debêntures adicionais e de debêntures suplementares. Em fato relevante, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal informa que a oferta será de, inicialmente, 300 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 10 mil, na data de emissão. Segundo a companhia, os recursos captados com a emissão serão destinados a investimentos previstos no Plano de Negócios e Gestão e/ou para o alongamento do endividamento da companhia; e/ou ao custeio de despesas já incorridas ou a incorrer relativas ao projeto de investimento considerado prioritário.
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Bancos puxam alta de 3,35% na Bovespa
Papéis reagem à aprovação de imposto menor para as instituições financeiras. Dólar tem leve queda no dia
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