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Estado de Minas COM DISCURSO AFINADO

Ministro da Fazenda e presidente do BC vão à Suíça para reunião de representantes do BIS

Objetivo é mostrar imagem boa do país


postado em 07/03/2015 00:12 / atualizado em 07/03/2015 07:40

Brasília – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afinaram o discurso do governo que será apresentado durante o encontro dos presidentes de bancos centrais do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), em Basileia, na Suíça. O evento começa amanhã e termina na segunda-feira e contará com a participação da presidente do Fed (Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos), Janet Yellen.


O objetivo dos ministros brasileiros é passar uma mensagem positiva em relação ao Brasil no encontro do BIS. Tombini tentará mostrar que o ajuste fiscal capitaneado por Levy vai trazer resultado e fazer com que o país retome o crescimento, apesar de, neste ano, a atividade econômica atravessar enormes dificuldades. A preocupação dentro do governo da presidente Dilma Rousseff com a imagem externa do país é crescente, especialmente, se o Fed elevar a taxa básica de juros para 3% em junho, como espera o mercado, algo que vem derrubando todas as moedas dos países emergentes.

Para o Brasil, se isso ocorrer, vai ser muito ruim, porque o país será pego no pior momento da economia. A inflação está em níveis elevadíssimos. Fechou em 7,7% em fevereiro, no acumulado em 12 meses, e as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano são de queda de 0,5% a 2%, para os mais pessimistas. Logo, com os EUA elevando os juros ainda neste primeiro semestre, as chances de fuga dos investidores do Brasil, apesar de o país pagar as maiores taxas de juros do mundo, ficam maiores mesmo sem o rebaixamento da nota de crédito dos títulos do Tesouro Nacional.

Tombini ainda precisará mostrar como o Brasil está se preparando para esse novo cenário enquanto o dólar está subindo e atinge os níveis mais elevados desde 2004, ficando acima dos R$ 3, e qual será a estratégia do BC com os contratos de swap cambial. Ele embarcou para o encontro bimestral do BIS, ontem, acompanhado do diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais do BC, Luiz Awazu Pereira da Silva, e do chefe de gabinete, Otavio Damaso, diretor indicado para a área de Regulação do Sistema Financeiro do BC. Antes de viajar, o presidente do BC esteve reunido por aproximadamente uma hora com o ministro Joaquim Levy e com presidente e principal executivo da BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, Lawrence Douglas Fink, para conversar sobre a situação da economia brasileira.


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