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Estado de Minas

Fiat dá 10 dias de férias coletivas e vai deixar de produzir 12 mil veículos

Mais de 15 mil funcionários serão dispensados a partir do dia 24


postado em 10/12/2014 06:00 / atualizado em 10/12/2014 07:24

Será a terceira parada do ano na montadora (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Será a terceira parada do ano na montadora (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

A Fiat Automóveis e mais oito grandes fábricas de peças e componentes automotivos da região de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, na Grande Belo Horizonte, concederão férias coletivas às vésperas ou a partir do Natal. A fábrica da montadora italiana vai dispensar, no dia 24, mais de 15 mil empregados durante 10 dias, incluindo as datas comemorativas de fim de ano, quando deixará de produzir 12 mil veículos nos quatro dias úteis de paralisação da unidade industrial. Só vão permanecer em serviço equipes das áreas de manutenção e segurança até o retorno dos trabalhadores, em 5 de janeiro, informou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa.

A suspensão das atividades da fábrica, de acordo com a Fiat, atende à necessidade de manutenção das linhas produtivas e segue uma política de racionalização da produção, num momento de estoques em níveis considerados normais. Os volumes dos estoques não foram informados. Em razão da demanda mais fraca neste ano, a montadora fez duas paradas técnicas de 10 dias cada em abril e agosto.

Grandes fornecedoras da Fiat, a exemplo da Teksid do Brasil, Denso do Brasil e Magma, totalizando oito empresas e outras pequenas indústrias metalúrgicas, também vão parar as máquinas por até 15 dias.
Embora o período seja típico de paralisações nas fábricas do polo industrial, as férias coletivas chegam depois de interrupções anteriores que deixam os metalúrgicos apreensivos quanto aos rumos da economia brasileira em 2015, avaliou o presidente do sindicato de Betim, João Alves. Complica o cenário o fraco desempenho da economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), que evoluiu só 0,1% no terceiro trimestre, frente o segundo, na prática uma estagnação.

“Acreditamos que são possíveis diferentes reações da indústria no ano que vem. O setor automotivo deve se recuperar, afinal, se não fosse por isso as empresas não continuariam os seus investimentos na Grande BH”, afirmou. A produção de automóveis caiu 16% de janeiro a outubro no Brasil, ante idênticos meses de 2013, com base em levantamento divulgado pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).


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