Possibilidades de concorrer a contratos que vão até 1 bilhão de dólares estão disponíveis às empresas brasileiras de material e suprimentos bélico e de segurança interessadas em tornar-se fornecedoras para as Forças Armadas do Reino Unido. O passo a passo para o cadastramento online no site oficial do governo britânico é simples, segundo adverte Adam Thomas, porta-voz do Escritório de Defesa e Segurança do Reino Unido. “Não há barreiras para as companhias brasileiras se tornarem fornecedoras para as Forças Armadas do Reino Unido. Basicamente o que oferecemos permite que as empresas brasileiras tenham as mesmas oportunidades que têm as companhias do Reino Unido para oferecer equipamentos ao governo”, considera Thomas.
Diferentemente dos gastos dos governos europeus com a Defesa, que está em queda livre no contexto da crise e de baixo apoio da opinião pública às recentes empreitadas de guerras desastrosas movidas no Afeganistão e na Líbia, com a segurança, as perspectivas de negócios são promissoras. “Nos próximos 5 a 10 anos haverá um crescimento de dois dígitos no orçamento da segurança. Em 2018-2019, os gastos em segurança do Reino Unido vão totalizar 200 bilhões de dólares ao ano”, assinala Adam Thomas. ”Gastos em segurança são politicamente aceitáveis e as populações querem saber que os portos e aeroportos são lugares seguros”, acrescenta, lembrando que na organização de grandes eventos como a Copa do Mundo, investimentos desta natureza são fundamentais.
As empresas interessadas em se tornar fornecedoras do governo britânico devem acessar o site de contratos www.contracts.mod.uk, que é a fonte oficial de acesso a todas às oportunidades de contrato dos próximos dois anos, com valores, demandas e alertas de notificação diários quando as oportunidades de negócio estão relacionadas às atividades das empresas cadastradas. “As empresas brasileiras interessadas poderão verificar neste site as exigências de qualificação para tornarem-se fornecedoras das Forças Armadas Britânicas. Se atendem às especificações, ótimo. Pode ser, contudo, que alguma companhia brasileira precise melhorar a capacidade de algum produto, já que estarão fornecendo para as Forças Armadas Britânicas, que estão a milhares de milhas de distância”, considera o porta-voz Adam Thomas.
“Estão listados online todos os contratos de 1 dólar a 1 bilhão de dólares. Não vemos nenhuma razão para que as companhias brasileiras e joint ventures britânicas e brasileiras não devam ter a oportunidade de fornecer equipamentos para as Forças Armadas do Reino Unido”, sustenta Adam Thomas.
Na guerra e fora dela
Apresentados pelo governo britânico durante conferência de cúpula da Organização dos Países do Tratado do Atlântico Norte (Otan), muitos equipamentos desenhados para atender às necessidades das Forças Armadas, além de situações em campo de batalha, são agora empregados em outras áreas. Há de tudo um pouco. Pequenos drones (PD-100 black hornets) que, lançados da palma das mãos, fazem reconhecimento do terreno ainda não alcançados, dando aos soldados as imagens completas das áreas. A garrafa salva-vidas, purifica a água recolhida de cursos naturais, pântanos, poças, eliminando microorganismos patogênicos e tornando-a própria para consumo. O laboratório móvel mantém a expertise numa pequena maleta para a coleta de materiais e identificação por DNA em poucos minutos. E ainda o simulador de cirurgia avançado – uma réplica perfeita do corpo humano, com o emprego de nanotecnologia e materiais sintéticos do tipo silicone que reproduzem as reações perfeitas de um humano em situação de cirurgia: ossos, músculos, “sangue” nas veias. Com o simulador, os animais não são mais usados em cirurgias de treinamento de oficiais do Exército e, nas universidades, de estudantes médicos.
Garrafa salva-vidas e simulador de corpo humano são destaques na Conferência da Otan
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Empresas brasileiras podem fornecer material bélico para o Reino Unido
Contratos como o governo britânico vão até 1 bilhão de dólares
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