Após ter ficado praticamente estável em julho, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,25% em agosto, avanço de 0,01%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira. Com o resultado, o IPCA acumula altas de 4,02% no ano e de 6,51% em 12 meses, pouco acima do teto da meta do governo, que é 6,5%.
A inflação em agosto continuou sendo puxada pelo grupo de despesas habitação que, com taxa de 0,94%, respondeu por mais de metade do IPCA. O principal item responsável pela alta do grupo habitação foi o de empregados domésticos, cujo serviço ficou 1,26% mais caro no mês. Energia elétrica também impactou o item com variação de 1,76% em agosto.
Os alimentos, por sua vez, com uma deflação (queda de preços) de 0,15%, foram os principais responsáveis por evitar uma alta mais acentuada do IPCA. Considerando somente os alimentos consumidos em casa a queda foi de 0,61%. Os preços caíram em todas as regiões pesquisadas. Ficaram mais baratos de um mês para o outro a batata inglesa (-17,87%), o tomate (-5,80%) e o óleo de soja (-4,94%).
Já no item alimentação fora de casa houve alta mais intensa do que no mês anterior, de 0,71%, contra 0,52% em julho, informou o IBGE. Em 12 meses, o grupo Alimentação e Bebidas acumula alta de 7,53%, acima dos 6,51% do índice geral.
Passagens áreas
Já as passagens aéreas subiram 10,16% em agosto, após caírem 26,86% em julho. Desse modo, o grupo Transportes reverteu a deflação registrada anteriormente e passou a subir 0,33% no mês passado. Além disso, itens em queda no mês anterior reverteram para alta em agosto, a exemplo da gasolina (de -0,80% para 0,30%) e dos carros zero-quilômetro (de -0,29% para 0,22%). No caso do etanol (de -1,55% para -0,07%), observa-se queda menos intensa na passagem de julho para agosto.
Previsão
O Relatório de Mercado Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira revelou que a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014 permaneceu em 6,27%, quando há quatro semanas a estimativa era de 6,39%. Mas para 2015 a mediana das estimativas subiu de 6,28% para 6,29%. Um mês antes, a expectativa aqui estava em 6,24%. A previsão suavizada para o IPCA para os 12 meses à frente também ficou inalterada em 6,24%. Há quatro semanas estava em 6,03%. (Com agências)
