O Banco Bonsucesso fechou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 31,4 milhões, 470,9% maior do que o registrado em igual período do ano passado. O resultado foi obtido com o reposicionamento da carteira de crédito, que fechou o semestre em R$ 1,9 bilhão, e o incremento nas operações de câmbio e de cartões pré-pagos. “Restringimos nossa atuação aos convênios mais seguros e rentáveis. Encolhemos a carteira, mas aumentamos a rentabilidade”, diz Juliana Pentagna Guimarães, diretora de Relações Institucionais do Bonsucesso, ao explicar a redução das operações de crédito do banco. “Focamos no crescimento de nossa plataforma de cartões, que engloba desde a concessão de crédito com desconto em folha, até o fortalecimento em outros nichos, como o empresarial e os pré-pagos”, destaca Juliana.
Há 18 meses, o banco começou a implantar a estratégia de desalavancagem no crédito consignado, após uma decisão de promover o reposicionamento no mercado, com foco no cartão. O resultado satisfatório, segundo Juliana, é um indicativo de uma boa perspectiva de futuro, já que o banco passa por uma transição. No fim de julho, o Bonsucesso anunciou parceria com o Banco Santander para criação de uma joint venture para atuar no mercado de crédito consignado. “Estruturamos uma parceria para ter robustez, com um novo banco para operar as novas frentes de negócios”, explicou Juliana, lembrando da grande experiência que o Bonsucesso tem no consignado. Do lucro líquido da empresa, 60% foram resultado do produto e 40% de outras frentes de atuação.
Parceria
A expectativa é que em dezembro a joint venture já esteja operando, sendo constituída por 40% do Bonsucesso e 60% do Santander. “Vamos continuar no mercado de forma indireta. Haverá uma transferência do nosso time para o novo banco, que será mais enxuto em torno de custo, pessoal, para tratar exclusivamente do crédito”, disse, enfatizando que haverá oferta das duas formas, tanto cartão, quanto contrato para dedução direta nos rendimentos. O nome da nova instituição, que aguarda aprovação das autoridades monetárias, será Bonsucesso Consignado S/A. “Estamos otimistas e realistas. Fechamos o acordo e voltamos a ficar competitivos, mais agressivos no mercado”, afirmou.
O Bonsucesso S/A permanece com outras operações, focando em outros três produtos: o cartão pré-pago em real e o pré-pago moeda estrangeira – onde são hoje cerca de 100 mil cartões ativos – e o Giro Certo Conta Crédito, voltado para o pequeno e médio empresário com vendas no cartão que viram limite de crédito disponível em conta no dia seguinte, sem cobrança de juros. O banco ainda estuda novas frentes, até mesmo voltar a oferecer financiamento de veículo.
Nos últimos cinco anos, o Bonsucesso investiu mais de R$ 50 milhões em tecnologia de informação, com o objetivo de suportar o desenvolvimento de novos produtos. “Iniciamos um movimento de diversificação do portfólio, abrindo novas frentes de negócios, com grande potencial de crescimento”, afirmou Juliana Pentagna Guimarães. Para ela, os resultados do primeiro semestre mostram que o banco fez o dever de casa bem feito. “Tomamos a decisão de desalavancar, que se mostrou assertiva para os resultados que estamos apurando. Ficamos com produtos que são extremamente promissores e inovadores, de um mercado ainda carente. Gostamos disso, inovação. Estamos muito otimistas”, afirmou. Com sede em Belo Horizonte, o Bonsucesso tem 22 anos de história e mais de 300 mil clientes na plataforma de cartões.
