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Estado de Minas

Colombianos aumentam movimento em Confins, mas demanda está abaixo do normal

Balanço da Anac mostra que ocupação de aeronaves que chegam ao terminal está em 41,67% na Copa, contra 79,53% em outros meses


postado em 14/06/2014 06:00 / atualizado em 14/06/2014 06:23

Chegada da torcida que veio para ver a Seleção da Colômbia eleva número de passageiros nos voos, mas percentual ainda fica longe do verificado em dias normais(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Chegada da torcida que veio para ver a Seleção da Colômbia eleva número de passageiros nos voos, mas percentual ainda fica longe do verificado em dias normais (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Apesar de todo o rearranjo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a Copa do Mundo, que chegou a anunciar 16 mil voos extras para o período dos jogos, a taxa média de ocupação das aeronaves que voam rumo aos aeroportos das cidades-sede está longe de atingir a média do restante do ano. O último balanço da agência, referente às reservas feitas até 1º de junho, mostra que 37,5% dos assentos disponíveis no período de 6 de junho a 20 de julho estão ocupados, enquanto a média de janeiro a abril é de 79,53%. Os voos rumo ao aeroporto de Confins têm ocupação de 41,67%, o que reduz o movimento no aeroporto, permitindo assim que, mesmo em obras e sem a entrega do terminal provisório, o serviço prestado esteja em um padrão razoável.

Ontem, véspera da partida entre Colômbia e Grécia, no Mineirão, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, foi invadido por torcedores de nosso vizinho latino. Não à toa, o balanço da agência reguladora mostra que a sexta-feira registrou a segunda maior taxa de ocupação em voos rumo ao aeroporto no período da Copa do Mundo. Com 64,26% dos assentos comercializados até 1º de junho, a data ficava atrás somente de sexta-feira da semana passada, que, pelo balanço fechado antes da Copa do Mundo, tinha 64,57% dos lugares ocupados.

Os turistas estrangeiros nem mesmo perceberam que o terminal de passageiros estava em obras. Apesar de tapumes em parte do saguão e cones e faixas interditando elevadores e alguns setores, o vaivém de passageiros foi normal, o que é favorecido pelo fato de o movimento estar abaixo de meses anteriores.

Com bandeiras e vestidos com as cores amarelo e vermelho, os colombianos mais uma vez mostraram toda sua irreverência, bem próxima ao estilo brasileiro. Depois de trocar dólares na casa de câmbio, um grupo de torcedores se reuniu no saguão, tirou uma enorme bandeira da mala e teve início a alegre cantoria.

Segundo a economista Martha Cortez, a chegada em Confins foi perfeita, com os horários todos cumpridos e a cortesia dos brasileiros. “Os horários estabelecidos foram cumpridos”, diz ela, que deve ficar entre 20 e 25 dias no país. Além de BH, eles vão viajar para o Rio de Janeiro, Brasília e Cuiabá, sempre acompanhando a Seleção Colombiana.

Nem a ausência do craque Radamés Falcao García tira o otimismo dos colombianos. Não há um que não sonhe com a classificação para as fases finais. “A Seleção tem um bom meio-campo”, diz o advogado Alex Barbosa, que crava 3 a 0 contra os gregos hoje. Carregando uma imagem do atacante, o comerciante Juan Guillermo Ruiz diz ter confiança no êxito do time: “Com ou sem Radamés, temos fé que podemos nos classificar”. Por falar em gregos, a crise econômica e a distância do país em relação ao Brasil podem tê-los afastado da Copa do Mundo. Ao menos no aeroporto, ontem, nem sinal das cores azul e branco.

Proximidade

Os viajantes de última hora ainda podem elevar o nível de ocupação das aeronaves, mas as taxas estão longe de atingir o nível médio do restante do ano. Se em vez de considerado o período de 44 dias, for usado para verificar a taxa de ocupação cada dia, observa-se que o menor nível registrado é de 19,7% em 16 de julho, depois de encerrada a Copa do Mundo. Contudo, com a aproximação do dia, o percentual pode subir. Em todo o país, 14,5 milhões de assentos foram disponibilizados para o período da Copa do Mundo. Ou seja, para o período, 5,43 milhões de passagens foram vendidas para um dos 103 mil destinos domésticos e internacionais aprovados pela Agência Nacional de Aviação Civil.

Movimento de torcedores no aeroporto de Confins nas vésperas do jogo Colômbia X Grécia no estádio Mineirão(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Movimento de torcedores no aeroporto de Confins nas vésperas do jogo Colômbia X Grécia no estádio Mineirão (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Espera com conforto

A espera pelo próximo voo pode demorar até algumas horas. A distância do aeroporto de Confins impede que os turistas saiam dali para se distrair enquanto o tempo passa. Mas nem é preciso. No período da Copa do Mundo, uma ala do terminal de passageiros foi transformada em um verdadeiro quarto dos sonhos para qualquer criança, com pebolim, mesa de futebol de botão, videogame e ao lado uma lanchonete, além de travesseiros espalhados por toda área para um cochilo rápido e uma enorme TV para acompanhar os jogos do torneio.

Na Fun Zone, espaço criado pela Caixa Econômica Federal em parceria com a Infraero em todos os aeroportos, dezenas de turistas se divertem até o horário do voo. E até gente grande vira criança. De cerveja na mão, as torcidas se misturam, elegendo um favorito para torcer. Ontem, na partida entre México e Camarões, colombianos se juntaram aos colegas latinos para assistir à pressão sobre os africanos em um 1 a 0 sofrido.

A professora mexicana Elizabete García, vindo da Califórnia, aguardava a escala para o Rio de Janeiro, mas sem otimismo quanto à classificação do time para a segunda fase. “Eu sou realista. Elas pensam que sim”, disse, apontando para as filhas, que acreditam, sim, em êxito dos mexicanos. Apesar da longa viagem, ela não conseguiu ingresso para assistir ao time, tendo que se contentar com outras partidas. Na semana que vem, ela retorna a BH para ver o duelo entre Costa Rica e Inglaterra. (PRF)

 


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