Em 2014, o Brasil segue perdendo espaço no cenário internacional. Em quatro anos, caiu 16 posições no ranking que mede a competitividade mundial, formado por 60 países. Em relação a 2013, foram três posições perdidas, o que trouxe o Brasil para o 54º lugar, conforme aponta o Índice de Competitividade Mundial, divulgado pelo International Institute for Management Development, IMD, e pela Fundação Dom Cabral. À frente apenas dos lanternas do índice, Eslovênia, Bulgária, Grécia, Argentina, Croácia e Venezuela, o país também viu crescer a distância que o separa dos mais competitivos.
De modo geral, o ranking aponta para a continuidade da liderança dos Estados Unidos na competitividade internacional e recuperação parcial da Europa. Já o Brasil teve sua competitividade impactada pelo aumento de preços e por uma baixa participação no comércio internacional, onde ocupa o penúltimo lugar, ou a 59ª posição. “O que ocorre é que o Brasil perdeu competitividade em relação aos outros e em relação ao próprio país”, explica Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta de dados e análise dos indicadores brasileiros. Segundo o especialista, além de ter perdido posição no ranking pelo quarto ano consecutivo, pela primeira vez, o Brasil rompeu a barreira dos 50 pontos que o separam do primeiro colocado, chegando essa diferença a 53 pontos.
Contribuíram para o resultado ruim os baixos investimentos em infraestrutura, a produtividade em queda e o desempenho precário do comércio internacional. “Não houve implementação dos projetos de infraestrutura, área que continua sem grandes avanços em setores como o aeroportuário e nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro fator é o custo bem acima do previsto de projetos implementados”, aponta Arruda. O especialista também cita a produtividade do país, onde o aumento do emprego é maior que o crescimento da renda e impede a geração de riqueza na proporção da abertura de postos de trabalho. “O Brasil caiu uma posição nesse indicador. É o 59º no ranking quando observado o crescimento da riqueza do país de acordo com a mão de obra empregada.”
Balança
A baixa participação do Brasil no comércio internacional é impactada pela alta dos preços. Nesse indicador, o país ocupa o 54º lugar no ranking – também é fruto do declínio das exportações para mercados tradicionais como Argentina, União Europeia e Estados Unidos, e do aumento das importações de produtos industriais provenientes principalmente da China e de outros países asiáticos. O Brasil ocupa este ano a última posição no indicador Taxa de Comércio Internacional pelo PIB, com resultado igual a 13,67% contra 54,88% (média dos países analisados); e a penúltima posição no indicador Exportação de Produtos pelo PIB, onde obteve 10,79% contra 42,77% (média dos países).
Favorável ao Brasil está o tamanho da sua economia, que se posiciona entre as maiores do mundo. O país também, devido ao tamanho de seu mercado interno, continua atrativo para investimentos estrangeiros. “Sozinhos, esses elementos não sustentam o crescimento”, alerta o especialista. José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que o resultado não surpreende, já que a logística ruim e os altos custos tributários do país retiram a competitividade nacional, que tem 65% de suas exportações focadas em commodities. “Enquanto o Brasil é a 7ª economia do mundo e tem parque industrial diversificado, a Coreia exportou, em 2013, US$ 560 bilhões em manufaturados contra US$ 93 bilhões do Brasil”, compara.
De modo geral, o ranking aponta para a continuidade da liderança dos Estados Unidos na competitividade internacional e recuperação parcial da Europa. Já o Brasil teve sua competitividade impactada pelo aumento de preços e por uma baixa participação no comércio internacional, onde ocupa o penúltimo lugar, ou a 59ª posição. “O que ocorre é que o Brasil perdeu competitividade em relação aos outros e em relação ao próprio país”, explica Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta de dados e análise dos indicadores brasileiros. Segundo o especialista, além de ter perdido posição no ranking pelo quarto ano consecutivo, pela primeira vez, o Brasil rompeu a barreira dos 50 pontos que o separam do primeiro colocado, chegando essa diferença a 53 pontos.
Contribuíram para o resultado ruim os baixos investimentos em infraestrutura, a produtividade em queda e o desempenho precário do comércio internacional. “Não houve implementação dos projetos de infraestrutura, área que continua sem grandes avanços em setores como o aeroportuário e nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro fator é o custo bem acima do previsto de projetos implementados”, aponta Arruda. O especialista também cita a produtividade do país, onde o aumento do emprego é maior que o crescimento da renda e impede a geração de riqueza na proporção da abertura de postos de trabalho. “O Brasil caiu uma posição nesse indicador. É o 59º no ranking quando observado o crescimento da riqueza do país de acordo com a mão de obra empregada.”
Balança
A baixa participação do Brasil no comércio internacional é impactada pela alta dos preços. Nesse indicador, o país ocupa o 54º lugar no ranking – também é fruto do declínio das exportações para mercados tradicionais como Argentina, União Europeia e Estados Unidos, e do aumento das importações de produtos industriais provenientes principalmente da China e de outros países asiáticos. O Brasil ocupa este ano a última posição no indicador Taxa de Comércio Internacional pelo PIB, com resultado igual a 13,67% contra 54,88% (média dos países analisados); e a penúltima posição no indicador Exportação de Produtos pelo PIB, onde obteve 10,79% contra 42,77% (média dos países).
Favorável ao Brasil está o tamanho da sua economia, que se posiciona entre as maiores do mundo. O país também, devido ao tamanho de seu mercado interno, continua atrativo para investimentos estrangeiros. “Sozinhos, esses elementos não sustentam o crescimento”, alerta o especialista. José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que o resultado não surpreende, já que a logística ruim e os altos custos tributários do país retiram a competitividade nacional, que tem 65% de suas exportações focadas em commodities. “Enquanto o Brasil é a 7ª economia do mundo e tem parque industrial diversificado, a Coreia exportou, em 2013, US$ 560 bilhões em manufaturados contra US$ 93 bilhões do Brasil”, compara.

