
A obra prevê melhorias em 29 quilômetros. A reforma é dividida em dois eixos. No primeiro consiste na duplicação e implantação de faixas lindeiras na LMG-800, continuação da Linha Verde. Entre as intervenções, estão cinco viadutos. Um deles dará acesso à cidade de Confins, dois ao terminal de passageiros e retorno a Belo Horizonte, e outros dois ao terminal de cargas do aeroporto. Atualmente, 66 mil veículos passam pelo trecho rumo a Confins diariamente.
O outro envolve a MG-424, entre o entroncamento com a MG-10 e Pedro Leopoldo. A reforma permite acessar o aeroporto pela parte traseira. Assim, ao fim da obra, serão duas opções para chegar ao terminal. Depois de passar pela entrada de Santa Luzia, em vez de seguir rumo a Lagoa Santa, o motorista deverá seguir à esquerda para Vespasiano e São José da Lapa. A distância dos dois trajetos é bem semelhante. Antes da obra, no entanto, muitas vezes o motorista demorava mais pela MG-424 por se tratar de pista simples, ficando retido no trânsito urbano das cidades que cortam a estrada. Ao todo, R$ 373 milhões serão investidos.
Com a proximidade da conclusão da obra, o número de operários caiu pela metade. No pico da obra, eram 1.270 trabalhadores. Atualmente, 574 pessoas atuam para concluir as intervenções nas duas rodovias. A distância de Confins em relação ao Centro de Belo Horizonte é um dos pontos críticos do aeroporto da Grande BH. Segundo pesquisa da TAM, de táxi, o tempo gasto da Praça Sete até o aeroporto é de 60 minutos, quatro vezes mais que em Fortaleza, Miami e Lima. Isso faz com que o percurso que liga os terminais ao centro das metrópoles seja o mais demorado entre os aeroportos pesquisados em todo o mundo.
“AEROTRÓPOLIS” As obras das rodovias foram projetadas para a implementação do projeto da aerotrópolis, faltando ainda a construção do eixo do Rodoanel, que deve facilitar a ligação de municípios da Grande BH ao aeroporto. A ideia é fazer com que o contorno metropolitano gere, em 2030, um Produto Interno Bruto (PIB) comparado ao atual de todo estado de Minas Gerais (cerca de R$ 350 bilhões), fazendo do aeroporto o eixo propulsor da geração de riqueza. O novo acesso inclui também uma calha para a possível implantação de um sistema de transporte sobre trilhos, ligando Belo Horizonte ao terminal de passageiros.
