
O empreendimento do grupo Hemisfério Sul Investimentos (HIS) fica na Avenida Juiz Marco Tulio Isaac, no Bairro Ingá Alto, a menos de 10 minutos do Centro da cidade. A expectativa é de que o novo mall atenda a 1 milhão de consumidores por mês, gerando mais de 3.500 empregos diretos. “Vamos valorizar a mão de obra local e investir em atividades culturais para atrair o público betinense”, afirma a superintendente do Monte Carmo Shopping, Malu Spinola.
O mall recebeu investimentos na ordem de R$ 200 milhões. Ao todo são 172 mil m² de área total, 31 mil m² de ABL e já conta com lojas âncoras como Riachuelo, Renner, C&A, Lojas Americanas e Marisa. O novo mall também terá sete salas multiplex de cinema da rede Cineart, que devem ser inauguradas até julho e mais de 1.800 vagas de estacionamento, sendo 70% delas cobertas.
Reinaldo Sanches é um dos 20 lojistas que já está com a loja em funcionamento. Dono do self-service Garden Grill, a expectativa para os primeiros meses é receber no restaurante cerca de 50 a 200 pessoas por dia, com um aumento considerável no próximo mês, por conta do Dia das Mães. “Quando investimos em uma loja de shopping sabemos que o retorno é a longo prazo. Primeiro o público precisa conhecer para depois se fidelizar. Ainda são poucas lojas, mas até o final do mês outras serão inauguradas, atraindo público maior”, comenta.

De acordo com o superintendente do shopping, a escolha de Betim para instalação do centro comercial levou em consideração a importância econômica do município, principalmente pelo grande parque industrial, universidades e empresas prestadoras de serviços. “Vamos atender a uma demana que já existe. Betim tem o segundo maior PIB de Minas Gerais e população de cerca de 400 mil habitantes. Temos um plano comercial realista, com certa agressividade e pretendemos estar com 80% a 90% da ABL ocupada até o final do ano”, explica. Até 2016, a empresa prevê um crescimento de 125% da área bruta locável.
Alerta
Com a inflação em alta – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alcançou variação de 0,92% em março, a maior taxa referente ao mês desde 2003 (1,23%) – e a taxa básica de juros (Selic) a 11% ao ano, a tendência, segundo especialistas, é que o consumo comece a retrair nos próximos meses. O baixo número de lojas abertas na inauguração do Monte Carmo Shopping, apenas 20 de 176, pode ser um alerta para o setor varejista.
Aposta em datas especiais
Nos shoppings recém inaugurados em Belo Horizonte e na região metropolitana, o consumo ainda é tímido, com crescimento mês a mês entre 3% a 4%. Nos dois malls inaugurados no ano passado, ainda há área bruta lócavel (ABL) de cerca de 10% sem ocupação. Para atrair maior número de consumidores, lojistas apostam em datas comemorativas como o Dia das Mães e Dia dos Namorados. Na La Ville, loja especializada em decoração no Metropolitan Shopping Betim, a expectativa é de dobrar as vendas e o movimento entre maio e agosto. “É uma época de boas vendas, com Dia das Mães e muito casamentos. Em maio chegamos a fazer listas de presentes de 70 casamentos por fim de semana”, afirma a gerente da loja, Mônica Silva.
Apesar da inflação e juros em alta, superintendentes dos centros de compras não acreditam em uma crise no varejo. “O que existe em algumas regiões do país é uma acomodação, um freio de arrumação, mas que não caracteriza uma crise. Somos um país com enorme potencial de consumo, ainda não temos não temos pessoas e empresas com endividamento em níveis que possam sugerir algum tipo de crise”, afirma Paulo Stewart, diretor executivo da Saphyr Shopping Centers, administradora do Monte Carmo Shopping.
De acordo com o superintendente do Metropolitan Shopping Betim, Rodrigo Pereira, o setor vive um momento de expectativa, de tomadas de decisão. “É impossível negar que esse ano é especial, com eleições e Copa do mundo, mas a tendência é de mercado aquecido no próximos meses com datas comemorativas, como Dia das Mães e dos Namorados”, explica. Já o superintendente do Shopping Contagem, Eduardo Zucareli, afirma que a economia brasileira está menos otimista em relação aos outros anos, mas que, apesar disso, o shopping ainda consegue bons resultados. (FM)
