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Estado de Minas

Produção industrial de MG acumula baixa, mas setor de alimentos tem bom desempenho

Queda na produção mineira ficou em 0,8% de janeiro a novembro. Resultado do setor de alimento barrou índice pior


postado em 11/01/2014 06:00 / atualizado em 11/01/2014 08:03

O aquecimento do mercado de trabalho e o crescimento da massa salarial evitaram que o brasileiro cortasse os gastos com a cesta de alimentos, que adicionaram no decorrer dos últimos anos com a melhoria da renda. O consumo firme empurrou o bom desempenho da indústria de alimentos em 2013 e contribuiu para alavancar os resultados do setor em Minas. Depois de um ano amargando períodos de quedas, a atividade fabril global do estado deve fechar 2013 com os números da produção física no vermelho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a produção industrial no país mostram que entre janeiro e novembro do ano passado o estado acumula baixa de 0,8% em sua atividade fabril. O resultado não foi pior por causa da melhoria da indústria de alimentos.

Apesar da leve alta em novembro (0,3%) frente a outubro, frente ao mesmo período do ano passado a queda foi de 0,6%. Em novembro, a redução no ritmo da produção nacional foi observada em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE. Em Minas Gerais, quatro das 13 atividades avaliadas apontaram queda na produção. A principal influência negativa veio do setor de veículos automotores (-29,8%), pressionado pela menor produção de automóveis. Os demais recuos foram registrados nos ramos de produtos de metal (-9,5%), de bebidas (-5,8%) e de celulose, papel e produtos de papel (-1,6%).

Em sentido oposto, as atividades ligadas a produtos químicos (24,7%) e alimentos (12,0%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o total da indústria, impulsionadas especialmente pelo aumento na produção de inseticidas para uso na agricultura; e de carnes e aves congeladas, iogurte adicionado de frutas, leite em pó, biscoitos e bolachas, café torrado e moído e leite longa vida. No acumulado do ano, os setores de alimentos (7%) e de máquinas e equipamentos (17,6%) somam as contribuições positivas mais relevantes.

Lincoln Fernandes, presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), diz que o faturamento do setor deve fechar 2013 com alta de no máximo 1%, enquanto a produção física do ano, prevista para ser anunciada no próximo mês, deve ser negativa. Pesando para baixo estão a redução do desempenho da indústria extrativa mineral, que registrou alta em valores mas queda no volume de produção. Pressionou também negativamente o resultado da produção física da siderurgia mineira, que enfrentou a demanda do mercado interno menor que o esperado. “Em Minas, tiveram bom desempenho no ano passado nos setores de alimentos, couros, calçados, vestuário.”

Surfando nos bons ventos do consumo de alimentos que recheia a mesa do brasileiro de novos produtos, a mineira Itambé, especializada na fabricação de lácteos, cresceu 12% em 2013 e projeta percentual maior, de 15% para 2014. “O ano foi muito bom para o setor de laticínios. Com o crescimento da massa salarial, principalmente a classe média aumentou seu consumo. A população pode até reduzir a frequencia do consumo, mas dificilmente corta de sua cesta itens como queijos e iogurtes uma vez que aprendeu a consumi-los”, diz o diretor de Relações Institucionais da indústria, Ricardo Cotta. Este ano, a Itambé pretende triplicar seus investimentos na atividade, atingindo R$ 70 milhões.


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