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Estado de Minas

Há divergências sobre somas para ferrovias, diz Borges


postado em 12/12/2013 15:35

O ministro dos Transportes, César Borges, disse nesta quinta-feira, que ainda existem divergências entre governo, Tribunal de Contas da União (TCU) e setor privado a respeito dos montantes de investimentos necessários para as concessões ferroviárias. Ainda assim, Borges disse estar confiante na aprovação ainda em 2013 pelo TCU dos estudos econômicos do primeiro trecho que a administração federal pretende licitar, na ligação entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO).

"Ontem (nesta quarta-feira, 11), fiz uma reunião com grandes operadoras ferroviárias e grandes construtoras brasileiras. O setor privado acha que, por causa do risco de engenharia, deve-se aumentar o valor do investimento. Mas o TCU pode não concordar. Então, precisamos convergir para um ponto de equilíbrio e ir para a licitação. No leilão, revolve-se muitas dessas coisas", afirmou ele, que participa do Encontro Nacional da Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na segunda-feira, 16, o TCU reúne-se em sessão extraordinária para analisar os estudos do primeiro trecho ferroviário do Plano de Investimentos em Logística (PIL). Borges defendeu o modelo que o Poder Executivo pretende adotar nesses trechos, nos quais os concessionários construirão as linhas e a Valec comprará a capacidade de carga para revendê-la aos operadores de transporte. "Há 17 anos, o Brasil privatizou 28 mil quilômetros de ferrovias e hoje não temos 12 mil quilômetros de trilhos sendo utilizados de forma consistente. Por isso, decidimos implantar um novo modelo, aberto, sem monopólios", acrescentou.


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