
Cerca de 20 postos de combustível na grande Belo Horizonte e no interior do estado começaram a ser fiscalizados ontem em uma força tarefa que reuniu a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Instituto de Peso e Medidas (Ipem), Ministério Público Estadual e Procon Estadual. Foram detectadas irregularidades e interditadas bombas de combustível de dois postos bandeira branca, sendo um em Belo Horizonte e outro em Juiz de Fora.
A ação, que começou às 8h e terminou por volta das 18h, teve como objetivo fiscalizar a quantidade de combustível ofertada nas bombas em relação à cobrada do consumidor e a qualidade dos mesmos. Ao todo serão fiscalizados 110 postos até sábado. "A força tarefa agora vai ser feita também nos fins de semana. Há denúncias de que alguns equipamentos são manipulados para fornecer produtos com menor quantidade de combustível e qualidade duvidosa", afirma Oiama Guerra, coordenador geral da ANP em Minas Gerais. A ANP não divulgou a lista dos municípios que serão fiscalizados, mas informou que os postos que tiveram bombas interditadas vão responder a processo, além de receberem multas.
Em BH, foram fiscalizados postos da Avenida Pedro II, Via Expressa. Estabelecimentos de Contagem, Sete Lagoas, Betim e outras cidades do interior também estiveram na mira da ANP. "Os locais são onde foram identificadas as denúncias e indicativos de irregularidades", ressalta Guerra. No Posto Damasco, de bandeira Branca, na Avenida Pedro II, dois bicos de bomba irregulares foram interditados ontem. Um deles não informava a quantidade correta de combustível e o outro estava com vazamento no bico. "O problema na verdade foi a falta de manutenção. Mas o mecânico veio e consertou o defeito no visor da bomba e os bicos, que foram liberados ainda pela manhã", observou Valdinei Teles, responsável pelo posto Damasco.
Em Juiz de Fora, foi interditada uma bomba de gasolina do Posto São José. Segundo o coordenador da ANP, o medidor apresentava vício de quantidade, fazendo com o que o consumidor levasse menos combustível do que de fato estava comprando. O Estado de Minas não conseguiu contato com o Posto São José até o fechamento da edição. As revendas fiscalizadas onde foram constatadas irregularidades vão responder processo administrativo e caso recebam multas, o valor da penalidade aplicada pela ANP pode variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões.
PREÇO MÉDIO Levantamento de preços realizado pela agência reguladora entre 8 e 14 de setembro mostra que na média do país, o etanol está competitivo frente à gasolina. Já em Minas, o produto tem margem apertada, está exatamente no limite dos 70% que torna o combustível da cana-de-açúcar vantajoso frente ao derivado do petróleo. Na média do Brasil, o preço do litro da gasolina atinge R$ 2,83 frente a R$ 1,89 para o litro do álcool. Já em Minas a diferença média é enxuta, enquanto o litro da gasolina sai por R$ 2,86, na média, a mesma medida do etanol custa R$ 2,02 na média do estado.
