A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avançou 3,10% nesta quinta-feira a 48.918 mil pontos, impulsionada por dados favoráveis do comércio exterior da China e da Vale. Entre os destaques do dia, a Vale avançou 3,23%, segundo dados preliminares. Das 71 ações que compõem o índice, apenas quatro recuaram.
As ações do Grupo X também aparecem na ponta positiva. A MMX Mineração registrou alta de 7,41%, a OGX Petróleo avançou 9,26% e a LLX Logística encerrou em alta de 6,82%.
Dólar cai 1,17% e fecha no menor valor do mês
Num dia marcado pela intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 630 milhões no mercado futuro, a cotação da moeda norte-americana caiu e fechou no menor nível do mês. O dólar comercial encerrou a quinta vendido a R$ 2,2869, com queda de 1,17%. A cotação é a menor desde 31 de julho, quando o dólar tinha fechado em R$ 2,2824. Apesar da queda, o câmbio acumula alta de 11,66% em 2013.
Ontem, o dólar tinha encerrado o dia em R$ 2,3139, no maior nível desde março de 2009. Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.
A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, em 19 de junho, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia americana continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.
Nos últimos meses, o governo tem tomado várias medidas para conter a valorização do dólar. Além de vender dólares no mercado futuro, o Banco Central retirou parte do compulsório sobre as apostas de que o dólar vai cair e eliminou restrições de prazos para que os exportadores financiem antecipações de pagamentos.
A equipe econômica também retirou barreira à entrada de capitais estrangeiros no país. O Ministério da Fazenda zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A venda de moeda estrangeira no mercado futuro também ficou isenta de IOF.
