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Estado de Minas

MPF denuncia vendedor de BH que cometeu furtos pela internet


postado em 14/05/2013 11:25 / atualizado em 14/05/2013 11:41

O Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte denunciou um vendedor pelo crime de furto qualificado - artigo 155, § 4º, do Código Penal - praticado por meio de fraude eletrônica. Ele teria invadido mais de 50 contas de clientes da Caixa Econômica Federal e desviado cerca de R$ 85 mil. O dinheiro era transferido para contas bancárias e para o pagamento de boletos de cobrança e recarga de crédito em celulares pré-pagos.

Os fatos foram descobertos por uma investigação da Polícia Federal denominada "Projeto Tentáculos", que identificou um grupo criminoso voltado ao furto de clientes por meio do sistema internet banking. Um dos integrantes era justamente o vendedor belorizontino.

A fraude ocorria quando de posse do e-mail das vítimas, o vendedor enviava mensagens com um vírus oculto em um arquivo aparentemente inofensivo, como fotos e vídeos. Quando o destinatário abria o arquivo, o vírus era armazenado no disco rígido do computador e ali permanecia oculto e inativo, até que o usuário acessasse o site da instituição financeira. Nesse momento, o vírus capturava os dados, como número da conta corrente, agência e senha, e os remetia para um endereço de e-mail previamente definido pelo acusado.

Outra forma de inoculação acontecia por meio do envio de e-mails em nome da própria instituição bancária, nos quais era solicitada atualização de dados cadastrais. A invasão dos dados das vítimas possibilitou ao denunciado efetuar R$ 62.729,11 em transferências para suas contas bancárias ou de seus parceiros. Outros R$ 21.659,13 foram utilizados no pagamento de boletos bancários.

Perícia realizada nos computadores e telefones do denunciado comprovou que ele vinha cometendo o crime pelo menos desde 2009, tendo sido encontrados arquivos e pastas com listas de e-mails das vítimas, dados de boletos bancários, mensagens com links falsos simulando a aparência de home banking e programas simulando sites bancários. Também foram encontrados aplicativos para conexão de área de trabalho remota, que possibilitam ao usuário conectar-se a um outro computador situado em local diverso daquele onde se encontra.

O crime de furto qualificado tem pena que vai de dois a oito anos de prisão. O vendedor está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. A denúncia foi recebida pela Justiça Federal na última quinta-feira, tendo sido instaurada uma ação penal.


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