Silas Marcondes Freitas, funcionário de um estacionamento particular no Centro de Belo Horizonte, compra marmitex diariamente. “É uma refeição mais econômica, mas o preço tem subido”, lamentou o homem, que ontem foi almoçar por volta das 15h. Sua reclamação quanto ao valor foi constatada numa pesquisa recente do site Mercado Mineiro: o curioso é que o preço médio do marmitex avançou, entre maio de 2012 e abril de 2013, 11,6%, superando o percentual do quilo da comida nos restaurantes da capital, onde o índice avançou, em igual período, 8,41%.
“O preço médio do marmitex grande era R$ 8,76. Agora, R$ 9,81. O da comida a quilo, por sua vez, era R$ 28,63%. Agora, R$ 31,04”, explicou Feliciano Abreu, diretor-executivo do Mercado Mineiro. Ele faz questão de ressaltar, porém, que a pesquisa, realizada em 37 estabelecimentos da cidade não leva em conta a qualidade dos alimentos. Mas o avanço dos preços é um alerta tanto para os consumidores quanto para empresários e poder público.
Ainda mais que a inflação oficial do país, de abril de 2012 a março de 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o indicador subiu menos (6,59%) do que os preços médios do marmitex e da comida a quilo – a inflação, contudo, superou o teto estipulado pelo governo para o período de 12 meses (6,5%).
Um dos motivos de o preço do marmitex subir mais do que a da comida a quilo, acredita Geralda Vasconcelos, gerente do restaurante Cortina D’água, pode ser o fato de o preço do alimento vendido em embalagem de alumínio ser reajustado em tempo maior do que o outro. “Não reajustamos o nosso há tempos”. Outra explicação, destaca um comerciante que prefere o anonimato, é a dificuldade de substituir os ingredientes geralmente servidos no marmitex: “Na comida a quilo, como há mais opções, isso é mais fácil”.
