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Estado de Minas

Banco do Japão precisa de uma flexibilização maior, diz Iwata


postado em 05/03/2013 08:43 / atualizado em 05/03/2013 09:00

Um dos indicados pelo governo para o cargo de vice-presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) Kikuo Iwata disse nesta terça-feira que o BoJ deve tomar medidas mais ousadas de relaxamento, incluindo a compra de títulos com um prazo maior, para alcançar a meta de inflação de 2% em dois anos.

"O BoJ deve proceder com relaxamento quantitativo maior do que (foi feito) até agora ... com a sua própria responsabilidade plena de atingir a meta de 2%",afirmou o professor universitário Kikuo Iwata em uma audiência de confirmação ao Comitê da Câmara Baixa do Parlamento.

Em uma declaração surpreendente, Iwata, que ainda não foi aprovado pelo Parlamento para o cargo, prometeu renunciar ao cargo se a meta de 2% não for atingida dentro de dois anos depois que ele for aprovado como um dos dois vice-presidentes do BoJ.


"A melhor forma de assumir a responsabilidade é renunciar ao cargo", disse Iwata. Ele acrescentou que estava aberto à controversa ideia de o BoJ comprar títulos estrangeiros, apesar de não haver necessidade de introduzir a medida agora. Referindo-se a possibilidade de revisar a lei do BoJ, Iwata disse que uma mudança da lei "tornaria mais fácil para que o BoJ atingisse a meta de 2%".

Iwata é visto como um líder de opinião entre os críticos do BoJ, mas é considerado como uma figura radical por aqueles que apoiam o status quo. Agora com 70 anos, ele tem consistentemente encontrado falhas nas políticas do banco central desde o início de 1990, incluindo a incapacidade da instituição de atingir metas de preços e sua suposta subestimação do poder da política monetária.


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