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Estado de Minas

Movimento de oportunidades no exterior é em áreas que exigem especialização


postado em 04/03/2013 00:12 / atualizado em 04/03/2013 08:58

Ainda que o mais visto no mercado de trabalho atualmente seja a repatriação de profissionais brasileiros, permanece o movimento de oportunidades no exterior em áreas que exigem especialização. Um movimento positivo é o dos profissionais que atuam em multinacionais (veja quadros acima). As multinacionais brasileiras já assumiram a liderança quanto ao número médio de profissionais brasileiros enviados ao exterior, com uma média de 51 por empresa, contra 31 das estrangeiras, de acordo com a pesquisa Mobility Brasil 2012, da empresa de consultoria Global Line.

Para Luis Bartonelli, diretor-geral da Dasein Executive Search, também há uma diferença na formação dos profissionais de hoje. “Eles entendem que são profissionais globais, com oportunidades que podem surgir no mundo todo.” Segundo o diretor, as vagas mais válidas são aquelas que demandam nível de profissionalização. Além disso, apesar do crescimento econômico do Brasil nos últimos anos, da maior oferta de trabalho e renda, alguns benefícios sociais de outros países ainda pesam. “É um pacote de atratividade que não passa só pelo salário ou pela visibilidade internacionais, mas por esses outros quesitos também.”



Formada em relações internacionais e com experiência na área de marketing, Isabel Cristine Swarowsky, de 24 anos, vivenciou os dois lados: o de quem saiu do país para trabalhar em uma função que não tinha a ver com a sua formação e também o de quem foi para fora em busca de experiências agregadoras à carreira. Em 2007, ela morou em Orlando, nos Estados Unidos, e trabalhou no parque da Universal Studios como caixa em um restaurante de fast food.

“Meu objetivo na época era aprimorar a língua inglesa e vivenciar uma cultura diferente, viver em um país mais desenvolvido que o Brasil”, conta. Desde dezembro do ano passado ela está em Bangalore, na Índia, trabalhando como estrategista de marketing digital em uma empresa de outsourcing. De acordo com Isabela, entre vagas para ensinar inglês em países mais desenvolvidos ou realmente trabalhar em sua área em um país não tão procurado, ela acabou optando pela segunda alternativa.


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