
A Berkshire Hathaway, de Buffett, e a 3G informaram, na quinta-feira passada, que vão comprar a Heinz por US$ 23 bilhões. Quase imediatamente, operadores dos mercados de opções notaram que houve atividade extremamente incomum no dia antes de o acordo ser anunciado.
Na sexta-feira, a Securities and Exchange Commission (SEC) - órgão regulador dos mercados de capitais norte-americanos - registrou um processo contra operadores desconhecidos que, segundo a SEC, usaram uma conta do Goldman Sachs na Suíça para negociar com supostas informações privilegiadas sobre a transação.
O FBI divulgou, nesta terça, que vai participar do processo. "O FBI está ciente das anomalias com negociações que ocorreram um dia antes do anúncio da Heinz", disse um porta-voz. "O FBI está realizando consultas com a SEC para determinar se um crime foi cometido". Uma porta-voz do grupo de investidores recusou-se a comentar sobre o envolvimento do FBI. Um porta-voz do Goldman Sachs disse que o banco está cooperando com as investigações de autoridades. Autoridades suíças já disseram que não receberam pedido de auxílio às investigações norte-americanas.
Proteste diz ter encontrado pelos em ketchup da Heinz
Maior compra na indústria de alimentos A Berkshire Hathaway, conglomerado do bilionário Warren Buffett, e a 3G Capital, dos brasileiros donos da Ambev, anunciaram na semana passada um acordo para comprar a H.J. Heinz por US$ 23,2 bilhões, mais dívida, que deve chegar a US$ 28 bilhões.
A fabricante norte-americana de alimentos não informou a parcela desembolsada pela Berkshire e pela 3G, que tem entre os sócios os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. Os dois últimos são membros do conselho da rede de fast food Burguer King e da maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch InBev. No Brasil, a Heinz é dona da marca Quero Alimentos, depois de pagar cerca de R$ 1 bilhão por 80% da companhia há cerca de dois anos.
Com InfoMoney e agências
