O investimento na modernização e ampliação das hidrovias das bacias do São Francisco e do Paraná-Tietê pode facilitar o escoamento das cadeias de minério de ferro, açúcar, soja e de produtos da indústria química. As projeções do Plano Nacional de Integração Hidroviária mostram que em 2030 os quatro produtos estarão no topo do ranking de demanda. No caso do São Francisco, o minério representará 54%, enquanto na Bacia do Paraná-Tietê os três outros somam 40% – açúcar (23%); soja (8%) e químicos (9%).
O detalhamento dos dados permite aos investidores ter noção da evolução esperada pelo governo federal para cada uma das hidrovias. O vice-presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Meton Soares, avalia que a extensão dos corredores pode dobrar com a parceria, atingindo até 48 mil quilômetros e, com isso, contribuindo para reduzir o custo Brasil, uma vez que o sistema de hidrovias é tido como o mais econômico, principalmente se comparado com o rodoviário. “Não podemos ficar eternamente sobre quatro rodas”, afirma Soares. No mês que vem a CNT deve lançar uma publicação sobre as condições das hidrovias brasileiras, nos mesmos moldes da que é feita anualmente para as estradas. (PRF)
