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Estado de Minas

Saiba como economizar até R$ 20,60 para abastecer em BH

Pesquisa mostra que preço médio do combustível na capital subiu 4,59% em pouco mais de 30 dias. Diferença entre valor máximo e mínimo permite gasto R$ 20,60 menor no tanque


postado em 20/02/2013 06:00 / atualizado em 20/02/2013 06:46

Os três postos que cobram o maior valor estão na Região Centro-Sul de BH(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Os três postos que cobram o maior valor estão na Região Centro-Sul de BH (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O preço médio do litro da gasolina em Belo Horizonte subiu 4,59% entre 17 de janeiro e 18 de fevereiro, de R$ 2,747 para R$ 2,873. O índice é seis vezes maior do que o da inflação apurada na capital no primeiro mês cheio de 2012 (0,73%) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE). Apesar da disparada nas bombas, o motorista pode economizar até R$ 20,60 para abastecer um tanque de 50 litros, pois, como o litro varia de R$ 2,687 a R$ 3,099, o condutor gastará de R$ 134,35 a R$ 154,95. Os números foram divulgados, no início da manhã de ontem, pelo site Mercado Mineiro. Poucas horas depois, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo federal não cogita um novo aumento do combustível nos próximos meses. “Esse (aumento dos combustíveis) é um assunto que nós não estamos cogitando”, disse Lobão.


A pesquisa do Mercado Mineiro apurou o preço médio em cada uma das nove regiões da capital. O maior valor é o da Centro-Sul (R$ 3,020). O menor, da Noroeste (R$ 2,838). Os três postos que cobram o maior valor (não é o preço médio) estão na Centro-Sul (BR-356 e bairros Belvedere e Santa Lúcia). Ambos vendem o litro de gasolina por R$ 3,099. Já os dois postos que negociam o menor preço, a R$ 2,687, estão na Região Leste (bairros Pompeia e Santa Efigênia).

É preciso observar que a economia de até R$ 20,60 só será conseguida pelo motorista que estiver nas imediações das bombas com menores preços. Na hipótese de o condutor estar a poucos metros dos postos mais caros, vale a pena se deslocar até os que cobram as menores cifras? A resposta é sim. Com ajuda do Google Maps, o EM apurou que a distância média entre os dois postos mais baratos e os três mais caros é de nove quilômetros. Levando-se em conta que um veículo 1.0 percorre em média nove quilômetros com um litro de gasolina, segundo informações de especialistas, o condutor gastará dois litros para sair das imediações do posto mais caro, abastecer no mais barato e retornar ao ponto de partida.

Portanto, a economia cairá para R$ 15,226, uma vez que precisa ser descontada a quantia de R$ 5,374, referente aos dois litros usados no deslocamento entre os postos. Ainda assim, é uma boa economia, pois a cada nove abastecimentos é como se o consumidor ganhasse o décimo grátis. O próprio diretor-executivo do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, que trabalha no Belverede, a 200 metros de um dos três postos mais caros, abastece seu veículo a quatro quilômetros de lá. “Meu carro percorre em média 10 quilômetros por litro. Portanto, é uma grande vantagem abastecê-lo nas bombas mais baratas”, afirma.

A pesquisa mostrou ainda que o preço médio do álcool, de 17 de janeiro (R$ 2,093) a segunda-feira (R$ 2,132), subiu 1,86% em Belo Horizonte – o índice também é bem superior à inflação registrada em janeiro na capital. “Entre o menor e o maior preços a diferença é de 22,59%, de R$ 1,957 e de R$ 2,399”, afirma Feliciano, acrescentando que, novamente, os postos que vendem o litro de álcool com o maior preço estão na Região Sul da capital.

Etanol ainda sem competitividade

O levantamento de preços comprovou ainda que, atualmente, não vale a pena o motorista abastecer com álcool. Para ser vantajoso, o preço do litro do etanol precisa corresponder no máximo a 70% do valor do litro da gasolina. O menor percentual encontrado na pesquisa foi de 72%.

Ainda assim, há motoristas que colocam, no tanque de 50 litros, metade de etanol e a outra metade de gasolina. É o caso do taxista Gilberto Ramos, de 56 anos.Há três décadas e meia na praça, ele assegura que usa essa estratégia há muito tempo e que seu veículo jamais apresentou algum problema no motor. “É uma forma de absorver a alta do preço da gasolina. Há tempo que coloco metade de gasolina e metade de etanol. Meu veículo nunca perdeu rendimento por causa disso”, reforçou o chofer.

O aposentado Walter Pereira de Oliveira, de 72, prefere não se arriscar. E diz o porquê: “Sou vizinho de um dos postos que vendem a gasolina ao menor custo em Belo Horizonte, na Avenida dos Andradas. Mas vou dizer uma coisa: tenho quase 50 anos de carteira e digo que o combustível, no passado, era bem mais barato do que nos dias de hoje”.

Sob controle

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, buscou ontem eliminar ruídos e dar pistas mais claras sobre a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom), depois que o mercado passou a apostar em elevação do juro ainda neste semestre. Em tom mais incisivo que o usual, Tombini negou riscos de descontrole inflacionário e reiterou que a estratégia de manter a taxa básica inalterada ainda é válida. Ao mesmo tempo, ele admitiu que em algum momento o BC poderá voltar a elevar a Selic, por motivos técnicos, mas menos intensamente que no passado. “Queria deixar bem claro, não existe hoje no país risco de descontrole da inflação, não obstante o fato de o Brasil ter conseguido alcançar um novo nível para as taxas de juros”, afirmou.


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