A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu nesta quarta-feira manter em 30 milhões de barris diários seu teto oficial de produção, vigente desde dezembro de 2011, anunciou o ministro saudita, Alí al Naimi. "A manteremos (a produção). Tudo ficará como está", declarou em Viena após uma reunião do grupo o ministro da Arábia Saudita, maior produtor e membro mais influente da Opep.
O nível real de produção da Opep, que extrai 35% do petróleo mundial, é contudo superior à cota oficial. Segundo a Agência Internacional da Energia (AIE), que representa os interesses dos grandes países consumidores, o grupo integrado por 12 países extraiu em novembro 31,22 mbd.
Em um comunicado, a organização observou que "o maior desafio para os mercados petrolíferos em 2013 é a incerteza em torno da economia mundial, destacando como uma grande preocupação a fragilidade da zona do euro".
A Opep também prolongou em um ano o mandato de seu secretário-geral, o líbio Abdalá el Badri. Badri destacou em coletiva de imprensa que "houve incertezas em 2012 e haverá em 2013", citando o risco do "abismo fiscal" nos Estados Unidos e a crise da dívida na Europa, que ameaçam minar a demanda, o que arrastaria os preços para baixo.
"Contudo, olhamos adiante e tentaremos produzir 30 mbd (...) prezamos tanto pelos interesses dos produtores como dos consumidores". Interrogado sobre a confusão que poderia gerar a falta de cotas individuais, o secretário-geral disse que "cada país conhece sua parte".
"A Opep não deveria produzir mais de 30 milhões" de barris por dia, insistiu. Em qualquer caso, destacou o secretário geral, "a Opep está pronta para satisfazer o mercado se houver dificuldades de abastecimento".
Durante os dois últimos meses, o barril de Brent foi cotado em Londres em torno de 110 dólares, um nível que vários ministros consideraram satisfatório antes da reunião desta quarta-feira.
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Opep mantém teto de produção em 30 milhões de barris diários
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