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Estado de Minas FIM DE ANO - `GRINGAS` 2019 COM PREÇO ESTÁVEL

Frutas e castanhas importadas chegam ao mercado com preços bem próximos aos de 2011

Manutenção dos valores vai depender da procura. Previsões seguem cautelosas


postado em 11/11/2012 07:43 / atualizado em 11/11/2012 07:46

A primeira leva de castanhas, nozes e amêndoas com e sem casca, tâmaras iranianas e figos e damascos turcos, característicos das ceias de Natal e ano-novo começa a chegar ao comércio especializado de Belo Horizonte, num cenário de estabilidade do dólar frente ao real. Segundo comerciantes do ramo em mercados tradicionais da cidade, como o Mercado Central e o Distrital do Cruzeiro, na Zona Sul, a entrada dos ingredientes típicos das festas de fim de ano trouxe preços semelhantes ao que o consumidor pagou no ano passado, mas ainda é muito cedo para indicar qualquer tendência.

A agilidade da remarcação de preços em tempos de dólar alto não tem sido a mesma em períodos de queda ou equilíbrio das cotações da moeda norte-americana. A dona de casa já assistiu a esse filme. Itens como passas argentinas, damasco turco e pistache poderão encarecer dependendo da oferta, que seria, de fato, no momento, o fio condutor das negociações entre os importadores e/ou distribuidores e o varejo. A Royal Delicatessen e a Adega do Mercado já fecharam a programação de compras e estão abastecendo as prateleiras na expectativa de vender de 15% a 20% mais frente ao Natal de 2011, de acordo com o sócio Cristovão Morais.

“A safra é que vai definir o comportamento dos preços de alguns produtos de época. Ainda é baixo o fornecimento de passas argentinas, damasco turco e pistache, por exemplo, o que pode levar à alta de preços”, afirma Cristovão Morais. O quilo de nozes e amêndoas sem casca está sendo comercializado pela rede a partir de R$ 49 e o bacalhau, com estoque também reforçado, pode ser encontrado numa faixa mais larga de preços, de R$ 69 a R$ 100 por quilo.

(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)

No Império dos Cocos, antiga loja do Mercado Central de BH, o sócio Antônio Sérgio Tavares diz que os preços vão se tornar mais favoráveis à medida que os importadores trabalharem com volumes maiores para o varejo. “A um mês e meio do Natal, o consumidor compra quantidades menores. Está mais realista e consciente, por isso nos preocupamos em não exagerar no estoque”, afirma. O quilo da tâmara chegou à loja com preço ao cliente de R$ 14,90, cerca de R$ 2 abaixo do custo de entrada do ano passado, diferença provavelmente corroída pela inflação deste ano.

A caixa de 250 gramas do figo turco está sendo comercializada a R$ 3,50, R$ 1 a menos ante o preço de ingresso da fruta seca em 2011 e o quilo do bacalhau varia de R$ 24 a R$ 69, conforme o tipo e a apresentação. A empresa apostou também no camarão vermelho seco da Bahia, oferecido a R$ 30 o quilo. O fato de a economia ter andado de lado neste ano, com fracos indicadores de crescimento e desempenho da indústria, é mais um motivo de previsões cautelosas quanto às vendas de Natal. “Se elas empatarem com as do ano passado, já será muito bom”, afirma Tavares.

No vizinho Empório Ananda, o gerente Eduardo Carlos de Campos observa que a fraca performance da economia neste ano pode ter afetado a disposição dos importadores de caprichar na oferta, pelo menos por enquanto. “O dólar estável não vai interferir neste momento, mas sim um volume maior de produtos, que é o que faz os preços baixarem”, afirma.

Entre as castanhas, a estrela do Natal, a castanha portuguesa, só deve começar a desembarcar no varejo dentro de 10 dias. A rede Extra Hipermercados estabeleceu a meta de crescimento de 20% das vendas de frutas secas, que de outubro a dezembro representam quase metade de toda a comercialização desse segmento no ano. Estão nas prateleiras passas e ameixas secas da Argentina; nozes, amêndoas e avelãs chilenas; damascos e figos turcos; tâmaras da Tunísia, entre outros itens.

Expectativa

Conforme projeções divulgadas pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), o Natal deverá proporcionar um faturamento de até R$ 2,99 bilhões ao comércio varejista da capital mineira. Se confirmada, a cifra vai representar expansão de vendas de 9% em relação ao resultado de 2011. Além do incentivo dado ao consumo pela ampliação do crédito, redução das taxas de juros e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos e móveis, a CDL-BH espera aumento dos negócios, em razão dos índices menores de desemprego.


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