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Estado de Minas

G-20 quer maior controle de bancos

Termina neste fim de semana a reunião do grupo no México


postado em 03/11/2012 08:58

O G-20 pode aprovar na reunião deste fim de semana, no México, um conjunto de regras para reforçar a vigilância das instituições financeiras com grande importância em cada país. A ideia é que os integrantes do grupo, que reúne as maiores economias do mundo, passem a exigir reforço de capital adicional dos bancos que são importantes nacionalmente e que poderiam colocar em risco o sistema financeiro da região em caso de liquidação.

Com os princípios básicos fixados pelos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G-20, cada país definirá depois as regras internas e divulgará a lista dos bancos nacionais sujeitos ao reforço de capital.

Uma fonte do governo brasileiro que participa das negociações informou que a proposta para os bancos regionais entrará na pauta de discussão do G-20, que começa amanhã na Cidade do México. O aumento de capital adicional funciona, na prática, como uma sobretaxa

"As regras para os bancos regionais são menos específicas do que para as instituições globais porque eles têm que se adaptar à situação de cada país", disse a fonte. "Estamos falando dos bancos sistematicamente importantes. Não são todas as instituições financeiras", ressaltou.

As autoridades nacionais vão definir o aumento de capital necessário para cada banco e o cronograma de implementação.

A definição de regras para os bancos regionais faz parte do esforço dos países do G-20 para aumentar a supervisão bancária no mundo depois da crise financeira internacional de 2008, quando surgiu a expressão "too big to fail" (grande demais para quebrar), usada para descrever instituições financeiras tão grandes e interligadas que sua falência seria desastrosa para a economia e, por isso, deveriam ter apoio do governo.

Para evitar que isso ocorra, os países do G-20 resolveram desestimular o crescimento dos grandes bancos, punindo a interconectividade excessiva com o aumento de capital. Também foram exigidos dos bancos planos predefinidos em casos de liquidação.

Chamado de "testamento vivo", esses planos definem como serão os procedimentos e os ativos a serem vendidos se houver a liquidação do banco.


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