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Estado de Minas

Aumento da gasolina é certo

Presidente da Petrobras garante que data ainda não foi definida, mas confirma que a alta é inevitável. Reajuste deverá ser feito em 2013, quando baratear a conta de energia


postado em 17/10/2012 07:26 / atualizado em 17/10/2012 09:31

Rio de Janeiro – O consumidor pode ir se preparando para gastar mais ao abastecer o carro. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou ontem, que um novo reajuste dos combustíveis é questão de tempo, embora não deva acontecer a curto prazo. “O aumento certamente virá, mas ainda não tem data”, disse ela a jornalistas, depois de ser homenageada em almoço promovido pelo Grupo de Lideranças Empresariais (Lead) em um hotel da capital fluminense.

O realinhamento dos preços internos da gasolina e do óleo diesel com os praticados no mercado internacional vem sendo reivindicada há meses pela estatal ao Ministério da Fazenda. Para executivos da empresa, a recomposição é indispensável para que a petroleira consiga cumprir integralmente o plano de investimentos de US$ 236,5 bilhões até 2016, aprovado em junho pelo Conselho de Administração da companhia.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, contudo, tem outra preocupação sobre a mesa: evitar um aumento mais acentuado da inflação, que vem sendo pressionada pela forte alta dos preços de alimentos e de serviços. Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da carestia, subiu 0,57%, alcançando a marca de 5,25% em 12 meses, bem acima da meta de 4,5% estabelecida pelo governo.

Um reajuste dos combustíveis, nesse momento, colocaria um peso ainda maior sobre os índices. Por isso, muitos analistas apostam que ele virá no início de 2013, quando o governo espera contar com uma redução da ordem de 20% nas tarifas de energia elétrica, em consequência da renovação, em novas bases, dos contratos de concessão de geradoras e distribuidoras. Haveria, então, espaço para que o pleito da Petrobras fosse atendido.

ETANOL A estatal trabalha atualmente com prejuízo na área de abastecimento. Sem conseguir produzir o suficiente para atender ao consumo interno, vem importando gasolina a preços mais altos do que cobra no mercado interno, e esse foi um dos motivos que levaram a empresa a registrar um prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre, o primeiro resultado negativo em 13 anos.

Graça Foster, como a presidente da Petrobras prefere ser chamada, afirmou que a companhia está buscando aumentar as margens operacionais. “É preciso ser mais eficiente, fazer mais com menos. Compartilhar, ter mais eficiência, buscar sinergias. Isso faz bem à companhia e aos nossos acionistas”, disse ela. Os sócios privados, contudo, reagiram de forma negativa à declaração da executiva de que o aumento de preços não virá a curto prazo. Depois de começar o dia em alta, as ações preferenciais da empresa inverteram a tendência e chegaram a cair 0,57%, ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para, no final, fecharem em estabilidade, cotadas a R$ 22,80.

Outra forma de amenizar os problemas de caixa da estatal seria o aumento da mistura de etanol na gasolina, o que reduziria a necessidade de importação do combustível fóssil. Graça Foster ressaltou que a medida seria importante, mas depende de uma oferta satisfatória do biocombustível, o que está longe de ocorrer, por causa da perda de competividade dos produtores. Especialistas trabalham com a possibilidade de uma produção maior de etanol no ano que vem, quando a mistura poderia subir dos atuais 20% para 25%.


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