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Estado de Minas

Calopsitas são as queridinhas de criadouros da Grande BH

Ave é comprada por pessoas que moram em apartamentos


postado em 17/09/2012 07:24 / atualizado em 17/09/2012 07:58

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
 

O Criadouro Calopsitas Betim produz e comercializa a ave há 10 anos. O dono do viveiro, Wagner Marques, conta que já trabalhou com outros pássaros, como papagaio e trinca-ferro. Mas o negócio só foi para frente com as calopsitas. O criatório vende cerca de 75 aves por mês, sendo que 70% são mansas. Segundo Marques, o negócio dobrou nos últimos anos. “Montamos o site e ficamos mais conhecidos. Além disso, as pessoas moram cada vez mais em apartamentos. E, dependendo das regras do condomínio, não permitem cachorros. Só ave ou peixe”, diz.

O Calopsitas Betim, que fica na cidade de mesmo nome na Grande BH, tem cerca de 100 casais. O preço do filhote varia de acordo com a mutação e vai de R$ 90 a R$ 260. O criadouro comercializa ainda gaiolas, playgrounds e brinquedos para aves de pequeno porte. Funciona ainda como hotel, no qual cobra cerca de R$ 5 pela diária.

O técnico em instrumentação e automação Marcos Antônio Raimundo cria calopsitas há quatro anos na Região da Pampulha. Ele conta atualmente com 20 casais em reprodução. No seu viveiro são seis padrões de cores: a lutino, arquelim, canela, albina, pérola e cara branca. A reprodução das aves acontece a cada 90 dias, quando nascem de quatro a cinco pássaros.


As aves são vendidas depois de 60 dias do nascimento. “Deixo o máximo de tempo com a mãe, que tritura a semente e a coloca no bico do filhote”, observa Raimundo. Ele explica que a alimentação saudável nos primeiros meses de vida é fundamental para a sobrevivência da ave. Por enquanto, a atividade funciona como hobby para Raimundo. Ele só vende aves mansas. “Prefiro trabalhar com qualidade, não com quantidade. Para amansá-las é preciso aumentar o contato com os humanos”, ressalta.

Ele vende de 10 a 15 calopsistas por mês. O preço vai de R$ 130 (calopsita comum, cinza) a R$ 300 (albina). “Os consumidores geralmente são pessoas que moram em apartamentos e querem substituir o cachorro por ave”, diz. Apesar de ter a atividade como hobby, Raimundo conta que está satisfeito com a rentabilidade do negócio. “As aves agradam pelo fato de terem tamanho mediano e serem dóceis, o que faz com que possam ser transportadas no dedo ou no ombro do dono”, diz.


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