A Espanha não deve apresentar uma solicitação de resgate global até pelo menos meados de setembro, pois deve primeiro conhecer a ajuda proposta pelo Banco Central Europeu (BCE), disse nesta quarta-feira o banco Goldman Sachs em um relatório.
Madri, a quem o Eurogrupo já prometeu em junho uma ajuda de até 100 bilhões de euros para seus bancos - fragilizados pelo estouro da bolha imobiliária -, poderá ser obrigada a pedir em outubro um resgate mais completo de sua economia através de uma ação do BCE.
Como o presidente do BCE, Mario Draghi, enfatizou em sua conferência de imprensa de agosto, esta intervenção depende de uma solicitação, por parte dos governos da Eurozona, de uma ajuda do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), e de que esses países aceitem as condições", recordou o Goldman Sachs.
"As autoridades espanholas devem provavelmente ver o que oferece o BCE em termos de ajuda potencial", afirmou. O BCE celebrará sua reunião mensal de governadores no dia 6 de setembro e no dia 14 acontecerá em Chipre uma reunião informal do Eurogrupo - ministros de Finanças da Eurozona - que pode ser a ocasião para Madri formular seu pedido.
"Durante sua reunião de 6 de setembro, esperamos que o conselho de governadores do BCE anuncie os detalhes de suas novas medidas não convencionais invocadas por Draghi", disse o Goldman Sachs. Estas medidas poderiam incluir compras massivas de dívida pública dos Estados mais fragilizados da Eurozona, como Espanha e Itália. Uma opção que bate de frente com as reticências da Alemanha, motor da economia europeia.
