
Os dados indicam ainda que Belo Horizonte tem a 4ª cesta básica mais cara do país, atrás de Porto Alegre (R$ 299,96), São Paulo (R$ 299,39) e Rio de Janeiro (R$ 290,64). Os menores gastos médios com a cesta básica ocorreram em Aracaju (R$ 208,14), Salvador (R$ 218,78) e João Pessoa (R$ 233,25).
O tomate (121,34%) e o o açúcar (3,11%) foram os produtos que apresentaram as maiores altas. Já os produtos que mais caíram de preço em junho foram a batata (-14,13%) e o feijão (-10,39%).
A pesquisa apontou ainda que o trabalhador belo-horizontino que ganha um salário mínimo comprometeu, em julho, 50,37% do rendimento líquido para comprar a cesta básica. O Diesse também pesquisou o salário mínimo necessário para aquisição da cesta básica na capital mineira. De acordo com o levantamento, o salário necessário é R$ R$ 2.519,97, o que corresponde a 4,05 vezes o salário mínimo em vigor. Em junho, o valor estimado foi R$ 2.416,38 (3,88 vezes o piso).
País
O preço da cesta básica subiu nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese no mês de julho. As maiores altas foram apuradas em Belo Horizonte (8,41%), Rio de Janeiro (7,50%) e Porto Alegre (7,03%), enquanto as menores ocorreram em João Pessoa (1,61%) e Manaus (1,95%).
Na comparação acumulada entre os meses de janeiro a julho, todas as capitais também mostraram elevação nos preços. Os aumentos mais expressivos, de acordo com a instituição, foram registrados em Natal, onde houve alta de 15,45%, e em João Pessoa e em Aracaju, que apresentaram variações idênticas, de 14,22%. Em Fortaleza, o preço total de produtos que compõem a cesta avançou 11,89%, alta maior do que a vista em Brasília, de 11,17%. As menores elevações foram registradas em Florianópolis, com 1,50%, Salvador, com 4,77%, e em Goiânia, com 4,85%.
Assim como no confronto mensal e no ano, em 12 meses encerrados em julho de 2012, as despesas dos consumidores com a cesta básica também aumentaram. A maior valorização, de 20,36%, ocorreu no Rio de Janeiro, seguida por Belo Horizonte (17,61%), Vitória (15,97%) e Porto Alegre (15,55%). Já os reajustes menores - apesar de terem ficado em níveis elevados - foram computados em Natal, de 9,79%, Salvador, de 5,91%, e em Florianópolis, de 4,53%.
O Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Manaus Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. (Com Agência Estado)
