(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

A 'economia verde' é o novo colonialismo dos países ricos, denuncia Morales


postado em 21/06/2012 13:48

A "economia verde" defendida pela conferência Rio+20 e que os países europeus conseguiram incluir no texto final do encontro é um novo colonialismo imposto pelas nações ricas aos países do sul, denunciou nesta quinta-feira o presidente da Bolívia, que pediu à África que não privatize seus recursos.

"Os países do norte se enriquecem em meio a uma orgia depredadora e obrigam aos países do sul a ser seus guardas florestais pobres", afirmou Evo Morales em seu discurso na sessão plenária da cúpula da ONU.

"Querem que criemos mecanismos de intervenção para monitorar e julgar nossas políticas nacionais (...) com desculpas ambientalistas", lamentou.


O conceito de "economia verde" foi incluído no texto da declaração final que os líderes deve aprovar nesta sexta-feira, o que foi considerado uma vitória pela Europa.

"Aos países da África (digo) recuperem, nacionalizem seus recursos naturais. Os recursos naturais são dos povos, não podem ser negócios das multinacionais", afirmou o presidente aymara.

Também recordou aos líderes mundiais uma frase do ex-presidente cubano Fidel Castro - "Acabam com o homem, não com a fome" - e advertiu contra o capitalismo verde que "converte cada árvore, cada planta, cada gota de água e cada ser da natureza em uma mercadoria".

"O ambientalismo do capitalismo é um colonialismo da natureza ao mercantilizar as fontes da vida, e é um novo colonialismo dos países do sul", afirmou Morales.

Em nome do meio ambiente, cada produto da natureza se "traduz em dinheiro, em ganância empresarial (...) para esperar o melhor momento em que sua apropriação privada pode dar mais renda econômica", concluiu.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)