Acentuando as perdas durante a tarde, o Ibovespa fechou com queda de 1,75%, terminando esta terça-feira aos 52.481 pontos - sua menor pontuação desde 7 de outubro de 2011, quando havia fechado aos 51.243 pontos. "A perda dos 53.000 pontos ativou o stop loss (ordens automáticas de vendas) de muitos investidores", afirmou Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora. O giro financeiro foi de R$ 4,99 bilhões.
Segundo o analista, a perda ajuda a entender a movimentação de papéis como os da OGX Petróleo (OGXP3), que recuaram 6,22% nesta sessão, encerrando cotadas a R$ 9,19. Os papéis tendem a seguir, com maior agressividade, a movimentação do próprio índice.
O mercado foi pressionado nesta sessão pelas declarações de Cristobal Montoro, ministro do Tesouro espanhol, de que o país não tem como acessar o mercado - mas precisa renegociar suas dívidas. Já Christine Lagarde, presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional) destacou que o BCE (Banco Central Europeu) ainda tem espaço para novos cortes de juros. Já o tesouro norte-americano destacou ter discutido união fiscal durante reunião do G7 (grupo das sete nações mais ricas) realizada nesta terça-feira.
O dólar comercial encerrou essa terça-feira em forte queda, influenciado pelo leilão de swap cambial realizado pelo BC logo no início das negociações da divisa. Com essa atuação da autoridade monetária, a moeda apontou forte desvalorização de 1,71% cotado a R$ 2,0170 na venda.
