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Estado de Minas

Cesta básica fica mais cara em Belo Horizonte

Custo dos alimentos essenciais passou de 258,78 em abril para R$ 264,95 maio


postado em 04/06/2012 10:36 / atualizado em 05/07/2012 11:20

Batata puxa alta da cesta básica em BH (foto: Divulgação/Seapa)
Batata puxa alta da cesta básica em BH (foto: Divulgação/Seapa)
Após registrar duas quedas consecutivas em março e fevereiro, o conjunto de produtos essenciais ficou mais caro em maio em Belo Horizonte, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira. Com relação ao mês anterior houve aumento de 2,38%, ou seja, o custo da cesta básica passou de 258,78 em abril para R$ 264,95 em maio. Já em relação a maio de 2011, a alta registrada foi de 7,17%.

Comparando com o mês anterior, os produtos que tiveram as maiores altas, no mês de abril de 2012, foram batata (19,01%) e feijão (5,92%). O produto cujo preço apresentou a maior queda foi o tomate (-15,51%). Na variação em 12 meses, os produtos com maior elevação no preço médio foram feijão (78,79%), banana (30,36%) e café (15,99%). E os produtos que apresentaram queda em seu preço, em doze meses, foram batata (-21,43%), tomate (-13,99%) e açúcar (-12,43%).

País

A exemplo do que ocorreu em abril, 15 das 17 capitais registraram alta no valor do conjunto de produtos alimentícios essenciais. As maiores elevações foram apuradas para Recife (7,12%), Fortaleza (6,91%), Salvador (4,74%), Goiânia (4,69%) e João Pessoa (4,14%). As duas localidades onde houve retração nos preços foram Florianópolis (-1,01%) e Brasília (-0,90%).

Mais uma vez, São Paulo – onde os produtos básicos custaram em média R$ 283,69 - foi a cidade com a cesta mais cara. Em segundo lugar aparece Manaus, localidade em que os gêneros essenciais custaram R$ 272,86, valor semelhante ao apurado para Porto Alegre (R$ 272,45) e Vitória (R$ 271,16). Os menores custos foram encontrados em Aracaju (R$ 199,26), João Pessoa (R$ 225,94) e Salvador (R$ 228,25).

Salário mínimo ideal

O salário mínimo do trabalhador no país deveria ter sido de R$ 2.383,28 em maio a fim de suprir as necessidades básicas das famílias brasileiras, segundo o Dieese, oo seja, 3,83 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622.

O valor estimado pelo Dieese em maio é maior do que o apurado para abril, quando o mínimo necessário foi calculado em R$ 2.329 35 ou 3,74 vezes o mínimo atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros era de R$ 2.293,31, o equivalente a 4,21 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545.

A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em maio deste ano, o conjunto de bens essenciais aumentou na comparação com o mês anterior, mas caiu significativamente em relação a igual período de 2011.

Na média das 17 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou em maio cumprir uma jornada de 88 horas e 21 minutos, enquanto o tempo exigido em abril era de 85 horas e 53 minutos para realizar a mesma compra. Já em maio de 2011, a mesma compra necessitava de 95 horas e 16 minutos.

Veja o valor da cesta básica nas capitais

São Paulo - 283,69
Manaus - 272,86
Porto Alegre - 272,45
Vitória - 271,16
Belo Horizonte - 264,95
Rio de Janeiro - 260,49
Curitiba - 255,32
Florianópolis - 252,29
Brasília - 253,21
Belém - 250,61
Goiânia - 246,39
Recife - 239,92
Fortaleza - 234,00
Salvador - 228,25
João Pessoa - 225,94
Fortaleza - 218,87
Aracaju - 199,26


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