
Na última sexta-feira, Zuckerberg deu a largada para as ações do Facebook na Nasdaq, sob o código "FB". O Facebook, maior rede social do mundo, com 901 milhões de usuários, estreou na bolsa de Nova York, com ações cotadas a US$ 38 em uma oferta pública inicial (IPO) que levantou US$ 16 bilhões.
Os investidores, que entraram com o processo num tribunal federal em Manhattan, se sentem prejudicados por não terem sido informados sobre a redução de estimativa de receita feita pelos bancos para o Facebook. Em meio ao roadshow, momento em que a empresa se apresenta a potenciais investidores, essa redução de estimativa teria sido dita, verbalmente, para um grupo de grandes investidores, deixando os pequenos de lado.
De acordo com o Wall Street Journal, o processo é movido por três investidores. Para eles, as informações que o Facebook adicionou no documento enviado à SEC - órgão que regula as bolsas americanas - , no início de maio, não retrataram precisamente o impacto que a dificuldade de gerar receita com usuários móveis teria no crescimento da receita total.
Segundo a Bloomber, “a verdade é que o Facebook estava diante de uma redução severa no crescimento da receita às vésperas do IPO, dizem os investidores no processo”. Eles teriam perdido, de acordo com a agência de notícias, mais de US$ 2,5 bilhões desde o IPO, realizado na sexta. A Bloomberg diz ainda que unidades do Bank of America e do banco Barclays Plc e executivos do alto escalão do Facebook também são mencionados no processo.
