O comércio varejista da capital mineira fechou o ano com crescimento de 7,31%, resultado considerado positivo pelos especialistas em meio a um cenário de instabilidades. O número é menor em relação ao contabilizado em 2010, quando houve crescimento de 10,1%.
“Ao longo de 2011 o ambiente econômico passou por dois momentos distintos e como o comércio tem rápida capacidade de adaptação às novas circunstâncias do mercado conseguiu superar as dificuldades e obteve resultados positivos”, afirmou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci.
De acordo com a CDL-BH , os setores que tiveram mais destaque em 2011 foram tecidos, vestuário, armarinho e calçados (14,58%), produtos farmacêuticos (10,37%), supermercados e produtos alimentícios (7,67%), ferragens, material elétrico e de construção (4,94%); máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças (4,12%), papelarias e livrarias (3,13%) e artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo e fotográfico, computadores e periféricos e artigos de borracha (1,37%).
Para 2012, a expectativa é de que as vendas aumentem para 8% a 8,5%. De acordo com estimativas da CDL/BH, o comércio deve acompanhar a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, mesmo que tal crescimento seja moderado em virtude dos reflexos da crise.
País
Nas lojas do país, o movimento dos consumidores caiu 1,6% em janeiro ante dezembro de 2011, com ajuste sazonal, após três meses consecutivos de crescimento, apontou o Indicador de Atividade do Comércio. Em relação a janeiro de 2011, houve alta de 6,4% no mês passado, mas esse resultado, segundo a empresa, mostra desaceleração, já que a atividade do comércio perde força desde novembro na comparação anual. Na avaliação da Serasa Experian, essa desaceleração indica que o varejo "dificilmente" conseguirá superar em 2012 o crescimento de 8,7% registrado em 2011.
De acordo com a empresa, o recuo em janeiro ante dezembro foi puxado pelo segmento de veículos, motos e peças, que registrou queda de 2,9% no movimento dos consumidores nas lojas especializadas. "A entrada, agora em definitivo, do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) mais elevado para os carros importados impactou o fluxo dos consumidores nas lojas do ramo no mês de janeiro de 2012", afirmou a Serasa Experian, em nota.
Também houve recuo expressivo no setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,7%) na mesma base de comparação. Prejudicadas pelas chuvas, especialmente no centro-sul do País, as lojas tiveram de antecipar as liquidações de verão. Em supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, a queda na atividade do comércio foi menor (-0,3%).
Nas lojas do setor de móveis, eletroeletrônicos e informática, o movimento dos consumidores permaneceu estável. Nas de combustíveis e lubrificantes, cresceu 0,9%, e de material de construção, 0,9% também em janeiro ante dezembro.
O indicador mede o total de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. (Com Agência Estado)
