A zona do euro deverá sair gradualmente da sua recessão moderada no segundo semestre deste ano e no início de 2013, mas os riscos continuam, afirmou hoje a Standard ? como os consumidores europeus reagem às renovadas incertezas, como o aumento do desemprego e preocupações sobre a crise da dívida soberana, e como os governos europeus e, especialmente, o Banco Central Europeu (BCE) restaurará a confiança dos investidores nos mercados de capitais nos próximos trimestres.
Já a agência de classificação de risco Fitch divulgou hoje um relatório no qual afirma que uma pesquisa realizada com investidores europeus, que gerenciam quase US$ 7,1 trilhões em ativos de renda fixa, mostra a ligação muito forte que eles fazem entre a crise bancária na zona do euro e a unidade política do bloco.
Uma parcela de 36% dos entrevistados afirma que, além das resoluções adotadas pela zona do euro, outras medidas específicas serão necessárias para resolver a crise. Somente 10% dos entrevistados acreditam que basta um aumento de capital para restaurar o status de crédito dos bancos e os tornar novamente atrativos para investidores de renda fixa. E um porcentual ainda menor, de apenas 3%, afirma que uma maior clareza sobre as novas legislações seria suficiente para combater a crise bancária. Nenhum dos ouvidos pensa que a simples imposição de um limite sobre a proporção de ativos que podem ser usados como colaterais para dívidas garantidas seria suficiente.
