O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel anunciou hoje que o indicador que mede a relação entre a dívida bruta do governo geral deve fechar o mês de novembro em 55,5%. Se confirmado, o número é ligeiramente superior ao observado em outubro de 2011, quando o índice ficou em 55,4% do PIB. Ao contrário da dívida líquida, a dívida bruta não sofre tanta influência das cotações do dólar porque o indicador não leva em conta as reservas internacionais.
Já o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o tamanho do produto Interno Bruto (PIB) deve voltar a cair com força em novembro. Projeção apresentada por Maciel, sinaliza que o índice deve recuar a 36,8% no fim deste mês. Em outubro, o indicador estava em 38,2%. Se confirmado, o indicador nesse patamar será uma nova marca histórica, no menor nível desde o início da série revisada em 2001.
A influência do dólar é explicada pela posição das reservas internacionais brasileiras, que giram em torno de US$ 350 bilhões. Como esses ativos estão em dólar, quando a moeda sobe, a quantidade de ativos do Brasil em reais também sobe e, por isso, o efeito sobre a dívida líquida é de queda. O efeito é contrário quando o dólar cai e, portanto, os ativos brasileiros no exterior perdem valor em reais.
