O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, antecipou para esta sexta-feira a audiência de instrução do dissídio coletivo instaurado pelos Correios, devido ao “interesse público” da greve — considerando que os serviços prestados pela ECT são essenciais para a população.
Os Correios apresentaram na última quinta petição ao presidente do Tribunal reiterando o atendimento a contingentes mínimos de trabalhadores por unidade. A empresa também pediu a afirmação da competência do TST para julgar todas as ações relacionadas com a greve.
Os Correios têm hoje 80% do efetivo total trabalhando em todo o Brasil; a decisão garante, porém, que cada unidade, individualmente, mantenha pelo menos 40% dos empregados em atividade normal.
O acordo para o fim da greve, firmado entre os Correios e a Fentect em audiência de conciliação no TST, só teria efeito se fosse aprovado pelas assembleias dos sindicatos por todo o País. Como foi rejeitado, o dissídio coletivo deverá ir a julgamento.
