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Estado de Minas

Adesão à greve dos bancários em Minas Gerais aumenta para 85%


postado em 04/10/2011 09:32 / atualizado em 04/10/2011 10:14

A aposentada Ana Barbara de Miranda não conseguiu sacar sua aposentadoria na agência do Banco Itau, na rua Tupis(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
A aposentada Ana Barbara de Miranda não conseguiu sacar sua aposentadoria na agência do Banco Itau, na rua Tupis (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Aumentou o número de agências e de centros administrativos fechados em Minas Gerais. Segundo o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região (SEEBBH), a greve nacional da categoria que completa uma semana nesta terça-feira atinge 85% dos bancos públicos e privados. Nacionalmente, a greve também cresceu e atingiu todos os 26 estados e o Distrito Federal, com a adesão dos funcionários de Roraima. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos no início da noite dessa segunda-feira.

Segundo o sindicato mineiro, a greve continua por tempo indeterminado, já que desde o início da greve, na terça-feira da semana passada, a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) não apresentou nova proposta além da que prevê reajuste salarial de 8%, rejeitada pela categoria. Os bancários argumentam que o percentual é baixo e significa apenas 0,56% de aumento real. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8%, um aumento de 5% sobre a inflação.

A categoria também quer maior participação nos lucros e resultados e elevação do piso salarial. “O salario inicial dos bancários brasileiros é menor que o piso dos trabalhadores argentinos e uruguaios. Isso é um absurdo, uma vez que os bancos brasileiros estão entre os maiores e mais lucrativos do continente”, reclamou o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.

Protestam continuam

Os trabalhadores voltam a protestar na manhã desta terça-feira em frente ao prédio do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 750, no centro da capital, para decidir sobre os rumos da greve.




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