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Estado de Minas

Rumo da greve dos Correios pode ser decidido hoje

Em Minas Gerais, 32% dos funcionários estão parados. Serviços como os de distribuição de correspondências e encomendas estão sendo os mais afetados


postado em 04/10/2011 07:57 / atualizado em 04/10/2011 09:20

Em MG, 1.800 funcionários estão parados(foto: Jackson Romanelli/EM/D.A Press)
Em MG, 1.800 funcionários estão parados (foto: Jackson Romanelli/EM/D.A Press)
A greve nacional dos Correios, que já dura mais de 20 dias, pode ter um desfecho nesta terça-feira. A audiência de conciliação entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e os trabalhadores, resultado do dissídio coletivo ajuizado na semana passada pela estatal, está marcada para as 13h.

O encontro será presidido pela ministra Maria Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Durante a audiência, a ministra poderá apresentar proposta para que as partes cheguem a um consenso. Se isso não for possível, o processo será encaminhado a um relator e será julgado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos.

Minas Gerais

No Estado, a greve atinge 32% dos empregados, o que representa cerca de 1.800 funcionários parados, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (SINTECT-MG). Serviços como os de distribuição de correspondências e encomendas estão sendo os mais afetados no Estado. Para minimizar os impactos, já foi providenciado a distribuição de mão de obra temporária e o deslocamento de empregados de outros setores, que trabalharam inclusive, no último fim de semana, quando foram entregues 13 milhões de correspondências em todo o país, além da triagem de 22 milhões de objetos postais. Desde o início da greve, os mutirões foram responsáveis pela entrega de cerca de 25 milhões de cartas e encomendas em todo o país e pela triagem de mais 69 milhões, segundo dados dos Correios.

Representantes dos trabalhadores mineiros e de outros estados vão se concentrar, a partir das 8h, em frente à no edifício-sede da empresa, no Setor Bancário Norte, para um ato público. De acordo com o SINTECT-MG, quatro ônibus com cerca de 200 pessoas partiram de Belo Horizonte em direção à Brasília.

Em Belo Horizonte, parte dos trabalhadores está concentrada no Correio Central, na Avenida Afonso Pena, 1.270, e no Anel Rodoviário, altura do km 21, no Bairro Universitário, onde fazem piquete. A ideia dos manifestantes é tentar impedir a entrada de funcionários que insistirem em trabalhar. Para esta quarta-feira, está programada uma assembleia às 13h, no Correio Central, quando será discutida as negociações da audiência de hoje. 

Encontro

A principal divergência entre a empresa e os funcionários é sobre o desconto dos dias parados. A direção dos Correios apresentou uma proposta de descontar os dias não trabalhados na proporção de um dia de greve por mês. Os trabalhadores, no entanto, não aceitam o desconto e se propõem a compensar os dias de greve com horas extras e mutirões para colocar o serviço em dia.

A empresa também manteve a proposta de aumento linear de R$ 80 a todos os empregados, reajuste salarial e dos benefícios em 6,87% e abono imediato de R$ 500. A reivindicação dos trabalhadores é por um aumento linear de R$ 200, além de reposição da inflação de 7,16% e aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. A categoria exige ainda a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público. (Com Agência Brasil)


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