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Estado de Minas

Para enfrentar prejuízo de 772 milhões de euros, Carrefour fecha cinco lojas

A rede de hipermercados informou, contudo, que apesar da redução do número de lojas, ao longo do ano o grupo investirá na expansão da rede Atacadão


postado em 01/09/2011 08:28 / atualizado em 01/09/2011 08:43

Com prejuízo operacional de 772 milhões de euros no primeiro semestre deste ano — queda de 22% em relação ao mesmo período de 2010 —, o Carrefour vai apostar todas as fichas na reestruturação de seu modelo de negócios. O primeiro passo nesse caminho foi dado nessa quarta-feira, com o anúncio do fechamento de cinco unidades no Brasil, uma delas em Brasília, duas em São Paulo, uma em Uberaba e outra em Vitória.

A rede de hipermercados informou, contudo, que apesar da redução do número de lojas, ao longo do ano o grupo investirá na expansão da rede Atacadão, que apresenta taxas maiores de crescimento. Serão abertas, inicialmente, 17 unidades no país até o fim de 2011. Não há números oficiais de demissões, mas, com isso, muitos funcionários ficarão sem emprego. A assessoria de imprensa do Carrefour admitiu que parte dos funcionários serão realocados nos atacadões.

O Carrefour divulgou na quarta-feira um balanço mundial de operações da empresa. A América Latina e a Ásia tomaram a frente no mapa das regiões mais lucrativas para o grupo. Representaram, respectivamente, 27,4% e 10,8% do rendimento líquido das operações na primeira metade do ano — que apresentaram pequeno aumento nas vendas, de 2,3%. Em contraste, a França, país sede da rede, apresentou prejuízo de 302 milhões de euros — queda de 40% em relação a 2010. Na Europa, o declínio foi de 33,3%, o que corresponde a uma perda de 142 milhões de euros.

Fusão


Em meio à crise, em julho deste ano, o Carrefour apoiou a proposta de Abilio Diniz, dono do Pão de Açúcar, de fusão entre as redes. O empresário apresentou uma proposta de empréstimo ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) de 2 bilhões de euros, que foi negada. À época, Diniz declarou ter desistido das negociações. Na semana passada, porém, voltou atrás e defendeu novamente a fusão pelo Twitter. “Não tenho dúvida disso. (A união) traria muitos ganhos de eficiência, que seriam repassados para os preços”, disse o empresário, no microblog.

Estratégico


No mês passado, o presidente mundial do Carrefour, Lars Olofsson, veio ao Brasil para tranquilizar os funcionários da rede, que vivem momentos de insegurança desde a proposta de fusão. Na visita, ele declarou à diretoria da empresa no país que o grupo não está à venda e que o país é estratégico para o negócio dar certo. Na visão de especialistas, tudo não passou de uma tentativa interna para evitar uma piora ainda maior do desempenho do grupo.


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