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Estado de Minas

Petróleo fecha em baixa em Nova York e Londres


postado em 06/06/2011 19:13

Os preços do petróleo tiveram forte queda em Londres e Nova York, onde a cotação ficou abaixo dos 100 dólares, ao mesmo tempo em que os investidores temiam uma evolução da demanda, após especulações de um aumento da oferta dos países exportadores.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do 'light sweet crude' negociado nos Estados Unidos) para entrega em julho terminou em 99,01 dólares, sofrendo uma baixa de 1,21 dólar em relação ao valor da sexta-feira.

Em Londres, o Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento caiu 1,36 dólar, fechando em 114,48 dólares. Wall Street, que registra sua quinta segunda semana consecutiva em baixa, fechou novamente no vermelho nesta segunda-feira. "Isso pesa sobre todos os mercados, inclusive o do petróleo.

A deterioração dos indicadores econômicos nos Estados Unidos e no resto do mundo devem afetar a demanda", observou Ilczyszyn.

De acordo com o analista, um barril de petróleo de 100 dólares seria "caro demais" para o mercado. Porém, ele salientou que "talvez não seja o melhor momento para uma baixa do mercado, por causa dos conflitos no mundo árabe ou da temporada de furacões no Atlântico. Os operadores têm dificuladades para posicionar-se diante de tal baixa".

A atenção do mercado está cada vez mais centrada na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que acontecerá nesta quarta-feira em Viena. De acordo com a maioria dos analistas, a OPEP não deveria alterar suas cotas de produção, apesar da disparada dos preços observada em consequência da situação no mundo árabe, principalmente na Líbia.

Porém, a Arábia Saudita, líder da organização, "faz alusão a um aumento das suas cotas de produção", segundo Phil Flynn, da PFG Best. Já o Irã rejeitou novamente essa idéia, através do seu representante Mohammad Ali Khatibi. "Os dados econômicos decepcionantes dos Estados Unidos devem aumentar a pressão sobre a OPEP para aumentar as cotas", destacaram, no entanto, analistas da Commerzbank.


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