A sétima edição do Feirão Caixa da Casa Própria, que ocorre entre os dias 20 e 22, no Expominas, em Belo Horizonte, vai pôr à venda 16.267 imóveis na Grande BH, dos quais 14.767 na planta, 638 usados e 862 prontos. A expectativa é de que o volume de negócios e número de visitantes mantenham o desempenho atingido no ano passado. Na edição anterior, mais de 57 mil pessoas passaram pelos estandes do Expominas durante os três dias do feirão, movimentando R$ 87,9 milhões, com 765 contratos firmados.
Todas as modalidades de financiamento estarão disponíveis aos compradores, incluindo o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os juros variam entre 4,5% e 13,5% ao ano (mais TR) e o prazo de pagamento pode ser de até 30 anos. O número de unidades que estão dentro do programa do governo federal Minha casa, minha vida mais que dobrou: de 5.055, em 2010, para 11.999 imóveis este ano. Os empreendimentos têm preço médio de R$ 140 mil, sendo o mínimo de R$ 75 mil e o máximo de R$ 900 mil.
De acordo com o gerente regional de habitação da Caixa, Marivaldo Araújo, 70% dos imóveis estão em cidades vizinhas de Belo Horizonte. “As demais estão na capital”, diz. O volume de unidades, porém, será 38% menor do que o oferecido no ano passado, quando 26.205 unidades foram expostas. O superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Rômulo Martins de Freitas, pondera que a queda se deve à mudança de perfil dos imóveis ofertados. “A intenção do feirão é privilegiar os imóveis na planta e, desta forma, fomentar toda a cadeia da construção civil. Por isso, o aumento do número de construtoras: de 22, em 2010, para 39 este ano”, explica.
Garantia
Em contrapartida, as imobiliárias presentes no maior evento do setor caíram pela metade no período – de 30 para 15. O resultado foi aumento de 40% na quantidade de imóveis à disposição na planta. Apesar dos atrasos na entrega das chaves, todos os financiamentos realizados pela Caixa têm o empreendimento garantido pela instituição financeira. No Brasil, o total de ofertas passa de 450 mil unidades em 13 cidades.
