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Estado de Minas CASO VINI JR.

Governo trabalha em plano de ação para combater racismo no esporte

Ministério do Esporte publicou portaria que cria grupo de trabalho que reunirá representantes da sociedade, empresas públicas e entidades governamentais


20/06/2023 13:00 - atualizado 20/06/2023 13:32
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Jogadores e árbitros posam em frente a um cartaz onde se lê 'Com racismo não tem jogo'
Ministério do Esporte publicou uma portaria que cria grupo de trabalho contra o racismo nas áreas de esporte e lazer após amistoso entre Brasil e Guiné (foto: Joilson Marconne/CBF)

Após mais um episódio de racismo no futebol registrado no último sábado (17/6) durante um amistoso da Seleção Brasileira contra a Guiné, na Espanha – que tinha como um dos objetivos o combate ao racismo –, o governo federal anunciou a criação de um grupo de trabalho para a elaboração de um plano de ação para combate ao racismo nas áreas de esporte e lazer.

Nessa segunda-feira (19/6), o Ministério do Esporte publicou uma portaria que cria um grupo de trabalho que reunirá representantes da sociedade, de empresas públicas e de entidades governamentais indicadas pelos Ministério da Igualdade Racial e da Justiça e Segurança Pública.

O grupo, que será coordenado pela Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério do Esporte, deverá apresentar uma proposta de plano de ação para debater o tema, apontar políticas de combate ao racismo e inclusão da população negra nos esportes em 45 dias.

Em competições nacionais e internacionais, ataques racistas contra atletas brasileiros avançam de maneira preocupante. Segundo Observatório da Discriminação Racial do Futebol, foram registrados 90 casos de ofensas raciais em 2022, contra 64 em 2021. Um aumento de 40%.

Amistoso Brasil x Guiné

O amistoso entre a Seleção Brasileira e Guiné teve um protocolo alinhado com o combate ao racismo que dialogam com as ofensas racistas que Vinicius Júnior tem sofrido na Espanha. O Brasil jogou o primeiro tempo com um uniforme inédito, na cor preta, e atuou com a tradicional camisa amarela e um patch antirracista no segundo tempo.

Além disso, toda a adesivação do estádio foi feita em preto e branco. No telão, foi reproduzido um vídeo sobre combate ao racismo antes de os jogadores entrarem em campo; foi registrado um minuto de silêncio contra o racismo; e os atletas sentaram no gramado em forma de protesto antes do apito inicial.

Apesar das ações, um novo caso de racismo foi registrado no estádio Cornellà-El Prat, em Barcelona, onde o jogo aconteceu. O amigo e assessor de Vini Jr., Felipe Silveira, relatou ter sido vítima de ofensa racial por parte de um segurança, que apontou uma banana para ele.

“Mãos para cima. Esta é a minha arma para você”, teria dito o segurança, com a banana na mão, segundo o canal SporTV. No intervalo do jogo, a transmissão da emissora mostrou que o segurança tinha uma banana no bolso da calça. O nome do acusado não foi divulgado.

Depois da goleada de 4 a 1 da Seleção Brasileira sobre Guiné, Vinicius Júnior usou suas redes sociais para repudiar o caso, lamentando o ocorrido e pedindo que as imagens de segurança do estádio fossem divulgadas.

“Enquanto eu jogava com a já histórica camisa preta e me emocionava, meu amigo foi humilhado e ironizado na entrada do estádio. O tratamento foi triste, em todos os momentos duvidaram da cena surreal que aconteceu. Os bastidores são nojentos. Mas pra deixar tudo público, pergunto aos responsáveis: onde estão as imagens das câmeras de segurança?”, escreveu o atacante.
 

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