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Estado de Minas DIA DA CONSCIENCIA NEGRA

Capoeira cultura viva: evento resgata tradição em Timóteo no 20 de novembro

O Dia da Consciência Negra foi lembrado com roda de capoeira Angola, samba de roda, congado e afoxé e também com depoimentos de lideranças negras e indígenas


22/11/2021 15:10 - atualizado 22/11/2021 16:39

Líder indígena utilizando cocar ao lado de
O evento "Capoeira Cultura Viva" reuniu lideranças da arte popular afro descendente e indígena (foto: Leandro Couri)


Em celebração do Dia da Consciência Negra, foi realizado no último sábado (20) o evento Capoeira Cultura Viva, na cidade de Timóteo, no Vale do Aço. O evento  ressaltou a identidade cultural afro-brasileira, reunindo lideranças da arte popular negras e  indigenas na Praça Primeiro de Maio, no centro da cidade.

 

“O evento promove a conscientização a respeito do racismo estrutural da nossa sociedade e também uma forma de darmos continuidade a práticas culturais ancestrais”, declarou Victor Teixeira, advogado e integrante da Associação de Capoeira Lenço de Seda, organizadora do evento.

 

A Guarda de Moçambique de Timóteo se apresentou, mostrando um pouco a tradição dos reizados em louvor a Nossa Senhora do Rosário. O evento contou com a apresentação de Douglas Netto. A roda de capoeira contou com o grupo Capoeira Lenço de Seda e o coletivo Terreru, seguido de roda de samba.

Roda de capoeira onde os integrantes usam blusas amarelas
Roda de capoeira no evento "Capoeira Cultura Viva" (foto: Leandro Couri)

Momento de celebrar, o Capoeira Cultura Viva também é uma forma de resistência. “Vivemos em um estado racista e o dia da consciência negra é significativo, por ser momento de debate e construção de uma sociedade igualitária”, afirma Victor.

 

Victor ressalta o sucesso do evento, com a reunião de tantas pessoas. Ele afirma que o grupo seguirá com atividades de valorização da cultura ancestral tanto mineira quanto africana. O evento deverá ser realizado anualmente.

Capoeira Lenço de Seda

 

A Associação de Capoeira Lenço de Seda/Centro de Estudos da Cultura Ancestral Brasileira, é uma organização cultural que desde 1977 atua com educação e estudo da cultura ancestral brasileira.

 

Victor conta que a capoeira, para ele, permitiu o o resgate identitário, o que lhe ofereceu uma compreensão mais ampla de sua vida como sujeito inscrito em uma sociedade multicultural e multiétnica como o Brasil, como forma de se conectar com a ancestralidade, com a história e com o próprio corpo.

 

“A capoeira é uma manifestação sagrada que traz amor, ancestralidade, que congrega luta, dança, nossa história e coloca tudo isso em uma roda pra gente poder manifestar e se reconhecer nesse lugar”, declara Victor.

 

 *estagiária sob a supervisão de Márcia Maria Cruz

 

 


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