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Estado de Minas

Fim da clandestinidade


postado em 28/07/2019 04:20

Os queijos brasileiros, em especial os mineiros, já são premiados no mundo como de alta qualidade. Este ano, no concurso Mondial du Fromage, em Tours, foram 48 países participantes dos cinco continentes, mais de 952 tipos de queijos avaliados por 135 profissionais. Só de Minas Gerais foram 143 exemplares para avaliação e, acreditem, tudo de forma clandestina e contrabandeada. Isso mesmo! Queijos com os maiores prêmios do mundo proibidos de sair de seu estado, muito menos de seu país. Os transportes ilegais dos queijos artesanais já fazem mais de quatro anos e todo esse risco para trazer para nós os prêmios mais importantes do setor no mundo. Este ano, constrangimentos nos aeroportos do Brasil e da França. Policiais federais dos dois países questionaram o transporte da mercadoria ilegal, que só foi liberada graças a uma carta do concurso, que dizia que os queijos não seriam comercializados, apenas participariam de um concurso.
 
Os produtores, que tanto se esmeram na elaboração de seus queijos, passaram por momentos de tensão e discriminação, tudo para levar nossa história e nossa cultura para o mundo. O Brasil ganhou 59 medalhas na competição, sendo 4 Superouro, a maior avaliação de um queijo no mundo, 8 medalhas de ouro, 19 pratas e 28 bronzes. Das 59 medalhas, 51 foram de Minas Gerais. O decreto "selo arte", assinado em 18 de julho pelo presidente da República, beneficiará pelo menos 170 mil produtores de queijos no país, e regulamenta os produtos lácteos, permitindo sua livre comercialização no país desde que conferidos pelos órgãos de saúde pública estaduais atestando que o produto artesanal segue características e métodos tradicionais e boas práticas de fabricação e de segurança sanitária.
 
Há tantos anos os mesmos 170  mil produtores buscam liberdade de comércio de seus produtos, para somente agora ter uma liberdade que desde 1950 lhes fora suprimida. Os méritos são dos produtores, que desde o descobrimento de nosso país se esmeram na produção alimentícia, garantindo uma qualidade dos alimentos para nossas mesas. Esperamos que, a partir de agora, possamos evoluir de dentro para “fora” , e não de “fora” para dentro. Até breve!


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