Sob uma luz azul, Tony Bellotto, Sérgio Britto e Branco Mello fazem show dos Titãs na Praça da Estação

Banda Titãs durante show na Praça da Estação, na Virada Cultural

Alexandre Guzanshe/EM/D.APress
Os Titãs, uma das principais bandas da história do rock nacional, encerraram a 8ª Virada Cultural de Belo Horizonte neste domingo (20/8) no Palco Sesc. Apesar da chuva ao longo do dia, os fãs do grupo encheram a Praça da Estação, tomada pela nostalgia para ouvir os clássicos cantados pelo trio, Tony Bellotto, Sérgio Britto e Branco Mello.
 
Ovacionada ao subir no palco, com atraso de 20 minutos, a banda abriu o show com “Apocalipse só”, com Bellotto. Em seguida, Britto assumiu o microfone ao som de “Desordem”. Grandes sucessos do grupo também fizeram parte do repertório, como  “Sonífera ilha”, “Desordem”, “Epitáfio” e “Homem primata”.
 
Antes de cantar, Branco Mello, que passou pela cirurgia de retirada de um tumor na faringe em 2021,  comemorou: “A gente está muito feliz de estar aqui. Eu, particularmente, estou muito feliz por ter tirado um câncer da minha garganta. Estou aqui hoje curado e ainda vou cantar para vocês”. Na sequência, um pouco rouco, ele cantou “Tô cansado”. 
 
Eles também cantaram músicas mais recentes, como “Caos”.  “Essa música é muito especial, uma música feita especialmente para a gente pela Rita Lee, Roberto de Carvalho e Beto Lee”, disse Britto. Com a saída de Paulo Miklos em 2016, Lee, primogênito do casal, assumiu uma das guitarras do grupo.
 
Canções que não estavam no repertório da banda há algum tempo também fizeram parte do repertório, como “Nem sempre se pode ser Deus”, de “Titanomaquia” (1993).