Cantora e compositora beatriz rodarte

Beatriz Rodarte se refugiou próxima à serra de Tiradentes para dar "vida" ao seu novo trabalho, 'Estrada real - A trilogia'

José de Holanda/DIVULGAÇÃO

Durante a pandemia, Beatriz Rodarte se refugiou em uma pequena casa de férias na serra de Tiradentes. Lá, compôs as três músicas que estão em seu quarto álbum autoral, o vinil "Estrada real – A trilogia”, que será lançado nesta segunda-feira (29/5), às 20h30, na Casa Outono.
A cantora e compositora mineira conta que já havia passado alguns períodos na cidade histórica, bem em frente à serra de São José, e que sempre foi muito abraçada pelo lugar. “Em um momento de tanta tensão e dúvida, eu decidi me isolar. Então, escolhi a cidade como o meu lugar de descanso, inspiração e criação”, comenta. Foi justamente nesse momento de solitude e reclusão que ela se inspirou para criar os versos de suas novas canções.
 
Segundo a artista, a vida interiorana de Tiradentes tem facetas muito diferentes da capital Belo Horizonte, Beatriz se apaixonou pela vida pacata da serra e passou a apreciar mais a natureza. “Eu tirava o meu tempo de meditação e de encontro comigo mesma. Foi importante para entender as várias modificações que esse período causou.”
 
Para o show desta noite, a cantora adianta que a maior parte do repertório será com músicas autorais. No final, ela apresentará canções que, segundo ela, “todo mundo tem na cabeça quando falamos de Minas Gerais”.

CLUBE DA ESQUINA “Estrada real” é um retrato da mineiridade. Beatriz Rodarte conta que no processo de criação se inspirou nos músicos do Clube da Esquina. "Essa turma toda compõe falando da energia e das sensações de Minas, do dia a dia do mineiro…  foi isso o que mais me tocou”, afirma.
 
O nome do disco se refere à importante estrada que vai de Ouro Preto a Paraty, no Rio de Janeiro, mas também é uma metáfora sobre as vivências e a história de vida da cantora que se divide entre São Paulo e Minas Gerais. Beatriz se mudou para São Paulo, em busca de mais oportunidades para sua carreira independente. Agora, busca resgatar suas raízes e contar a história do lugar de onde veio. “Minha vida é divulgar a música, a arte e a vida aqui, sempre vou ter o coração fincado na minha terra natal”, afirma.
 
“Eu conto essa trajetória minha de viagens, idas e vindas, por isso, acredito que todas as pessoas vão se identificar com essa história no show, pensando na própria ‘Estrada real’ delas”, acrescenta Beatriz.

NA PISTA Quatorze anos após o lançamento do seu primeiro disco, a artista se vê em um momento de grande maturidade musical. Com produção de Gustavo Ruiz e Maurício Caruso, ela define sua nova fase como “madura e pé no chão”.
 
Outra referência de Beatriz neste lançamento são as músicas dos anos 1970, com forte presença de teclados e sintetizadores. “Por mais que seja um disco leve, ele também é muito dançante, tem uma pegada mais de pista.”
 
Em “Estrada real”, Beatriz seguiu a tendência atual, investindo na produção audiovisual. Todas as faixas do disco possuem clipes feitos por ela em parceria com Rhaissa Bittar e já estão disponíveis no YouTube.

*Estagiária sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro


“ESTRADA REAL”
Álbum de Beatriz Rodarte. Show de lançamento nesta segunda-feira (29/5), às 20h30, na Casa Outono (Rua Outono, 571 – Carmo). 
Ingresso: R$ 30.

Beatriz Rodarte se refugiou próximo à serra de Tiradentes para dar 
“vida” ao seu novo trabalho, "Estrada real – A trilogia”

José de Holanda/DIVULGAÇÃO