Longa estreia hoje nos cinemas brasileiros, com o protagonista dublado por Marcelo Adnet
IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO
A gíria mauricinho explodiu no Brasil no início dos anos 1990 para denominar jovens bem-vestidos que frequentavam lugares da moda. Eram os outrora almofadinhas ou janotas. Quem tem tal referência – usar a gíria, vamos combinar, entrega a idade – pode estranhar que um gato fanfarrão leve exatamente esse nome.
Pois foi isso que Maurice, cria do autor inglês Terry Pratchett (1948-2015) no livro “O fabuloso Maurício e seus roedores letrados” (2001, com uma edição brasileira de 2004, esgotada), se tornou no cinema. Com direção de Toby Genkel, “O grande Mauricinho”, animação germano-britânica, chega nesta quinta-feira (2/2) às salas no Brasil.
Pratchett, escritor de fantasia que se tornou o autor mais vendido na Inglaterra na década de 1990, é conhecido por suas narrativas da série “Discworld”, que gerou 41 romances. As histórias parodiam contos de fadas, narrativas de bruxas e vampiros, e também trazem muitas citações a Shakespeare e Tolkien (a inspiração primeira de Pratchett).
Golpe
“O grande Mauricinho” parte da fábula do flautista de Hamelin. Mauricinho, o nome que a versão brasileira ganhou, é um gato falante que lidera um grupo de ratos inteligentes e de bom coração e um jovem flautista. Juntos, eles aplicam golpes em pequenas cidades. Os roedores invadem os locais, e o gato afirma que vai conseguir acabar com a praga com a ajuda de um flautista mágico – com sua música, ele afastaria a praga.
Mauricinho, por seu lado, engana os próprios roedores, afirmando que vai conduzi-los para um lugar encantado – que é apenas o cenário de mais uma história infantil. No filme, com roteiro de Terry Rossio (o homem por trás de "Shrek"), a aventura começa realmente quando esse grupo chega a uma cidade em que não há comida. Está tudo sumindo, e a aparição da jovem filha do prefeito, Marina, acaba complicando a situação.
Marina atua também como narradora da história. A quebra da quarta parede é utilizada várias vezes no longa, que ganhou as vozes de Marcelo Adnet (Mauricinho) e Sophia Valverde (Marina) na versão brasileira – originalmente esses personagens foram dublados por Hugh Laurie e Emilia Clarke.
A verdade por trás do sumiço da comida está num ser monstruoso que não tem rosto. Uma série de acontecimentos desta equipe diversa vai colocar os ratos em perigo. E será esse grupo, que tem um roedor dançarino de sapateado, uma ratinha doce e apaixonada e um fortão, entre outros, que se tornará a alma do filme. Mauricinho perde espaço no decorrer da narrativa, mas vai conseguir sua redenção na parte final. Contudo, os grandes mesmo nesta animação são os diminutos ratinhos.
“O GRANDE MAURICINHO”
(Reino Unido/Alemanha, 2022, 93min, de Toby Genkel) – Cópias dubladas. Estreia nos cines BH 9, às 13h45 (sab e dom), 13h55 (exceto sab e dom), 16h10 e 18h30; Big 2, às 16h35; Boulevard 1, às 13h, 15h e 17h; Cidade 2, às 14h20, 16h20 (exceto sab e dom) e 18h20 (exceto qui, sex, sab e dom) e 13h40, 15h40 e 17h40 (sab e dom); Contagem 7, às 14h30, 16h30 e 18h30; Del Rey 4, às 13h40, 15h40 e 17h40; Itaupower 4, às 14h10, 16h15 e 18h20; Estação 5, às 14h e 16h15; Pátio 7, às 13h10 (sab e dom); Minas 5, às 13h20 e 15h20 (qui a dom) e 13h30, 15h30 e 17h30 (seg a qua); Monte Carmo 7, às 14h20, 16h20 e 18h20; Norte 3, às 16h35; Pátio 8, às 14h (sab e dom), 14h10 (exceto sab e dom) e 16h25 (exceto sab e dom); Via 5, às 14h30 e 16h30
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