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Estado de Minas DANÇA

Grupo Corpo faz temporada popular de 'Gira' e 'Parabelo' em BH

Coreografias serão apresentadas no Cine Theatro Brasil Vallourec com ingressos a R$ 30 da próxima quinta-feira (16/12) a domingo (19/12)


14/12/2021 04:00 - atualizado 14/12/2021 07:27

dois bailarinos saltam com as pernas separadas em parabelo
A abordagem do paradoxo entre a pobreza do sertão nordestino e a riqueza da arte produzida ali é um fator que explica a longevidade de 'Parabelo', na opinião do coreógrafo Rodrigo Pederneiras (foto: José Luiz Pederneiras/Divulgação)

Unanimidade é uma palavra forte, meio em desuso na atualidade, em que a discordância se tornou tão corrente. Mas é difícil falar de outra maneira a respeito de “Parabelo” (1997), um dos poucos espetáculos do Grupo Corpo em que basta alguns acordes para sermos transportados para outro cenário. No caso, um sertão alegre, colorido, vivo, brasileiro.

É “Parabelo”, coreografia de Rodrigo Pederneiras para trilha de Tom Zé e José Miguel Wisnik, que abre a chamada temporada popular, que há tempos o Grupo Corpo promove, no apagar das luzes de cada ano. Da próxima quinta-feira (16/12) a domingo (19/12), o espetáculo será apresentado no Cine Theatro Brasil Vallourec, em dobradinha com outro grande momento de explosão criativa da companhia, “Gira” (2017), coreografia também de Rodrigo Pederneiras, com música do Metá Metá.

REPERTÓRIO 

Em 2022, “Parabelo” completa 25 anos. Nunca saiu do repertório do Corpo, lembra Rodrigo. “É o mais requisitado mesmo, tanto no Brasil quanto no exterior. Acho que isso é porque balé e trilha são muito Brasil. É meio paradoxal, pois estamos falando do sertão nordestino, um lugar pobre, com a vida tão difícil, mas com um tipo de arte, alegria e vida tão fenomenais”, afirma ele. 

Assistindo a um ensaio de “Parabelo” dia desses, o coreógrafo diz que ainda se impressiona como ele não envelheceu. “Tem peças que passam bem por seu tempo e outras que vão ser reconhecidas mais tarde. ‘Sete ou oito peças para um ballet’ (1994, com música de Philip Glass e arranjos de Marco Antônio Guimarães) é uma dessas. Foi legal quando estreou, mas hoje, quando as pessoas a assistem, a reação é outra. Acho que veio antes de seu tempo. Com ‘Parabelo’ não, sempre foi essa quase unanimidade.”


bailarino movimenta pernas e braços em Gira
Coreografia de 2017, 'Gira' tematiza a umbanda e incorpora movimentos característicos dos terreiros (foto: José Luiz Pederneiras/Divulgação)

PÉ NO CHÃO 

O encontro da peça mais popular do Corpo com “Gira”, um dos pontos altos da produção da companhia mineira da última década, é mais uma razão (além dos ingressos a preços populares) para ir ao teatro. “’Gira’ é forte, tem mais peso, é mais pé no chão. E trata da nossa religião, pois a umbanda é tudo junto: cristianismo, candomblé, kardecismo”, acrescenta Rodrigo.

As temporadas populares do Corpo não costumam trazer seu espetáculo mais recente (no caso, “Primavera”, que estreou há poucos meses), justamente porque as novas montagens ainda têm uma vida longa pela frente. 

“‘Primavera’ só foi apresentado em São Paulo, Belo Horizonte e Campo Grande. Ainda falta a turnê nacional e também começar a viajar para o exterior. Guardamos cada espetáculo para isto”, explica Rodrigo. Aos poucos, vale dizer, a agenda do próximo ano está sendo montada. Está certa uma temporada de um mês nos EUA, em julho. 

GRUPO CORPO

Apresentação dos espetáculos “Parabelo” e “Gira”. Desta quinta (16/12) a sábado (18/12), às 20h30, e domingo (19/12), às 19h, no Cine Theatro Brasil Vallourec, Praça Sete, s/nº., Centro, (31) 3201-5211. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia). À venda no local e no site Eventim


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